Mercado de trabalho e o público LGBTI

Pesquisas apontam que empresas brasileiras investem na inclusão, mas profissionais da comunidade ainda se sentem inseguros...

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No último domingo, (28/06), o mundo celebrou uma data importante que visa à diversidade e à inclusão. Foi o Dia do Orgulho LGBTI.

As questões referentes à diversidade sexual são cada vez mais discutidas. E. isso, não só no âmbito social, mas, também, em ambientes corporativos. De acordo com a revista Canal RH, mais do que empregos e carreiras, os profissionais que fazem parte da população LGBTI lutam por um propósito. Esse objetivo vai além e visa à construção de ambientes de trabalho mais diversos.

O mercado, por sua vez, entendeu essa mobilização e atua nessa direção. No entanto, o público LGBTI ainda parece encontrar desafios na relação diversidade X carreira profissional.

Prova disso é um levantamento feito em 2019, pela Glassdoor – consultoria de RH, mercado de trabalho e Recolocação Profissional.

Trabalho e público LGBTI

Foram entrevistados 1.540 profissionais. E, de acordo com os resultados do levantamento da Glassdoor, 66% dos profissionais LGBTI alegaram acreditar que ao assumir sua identidade podem prejudicar a carreira profissional.

Dessa forma, concluímos que grande parte da comunidade LGBTI ainda tem receio de assumir a sua orientação sexual em ambientes de trabalho.

Já o um estudo feito pela Santo Caos, apurou que 41% das pessoas LGBTI declaram já ter sofrido discriminação em razão da orientação sexual ou identidade de gênero no ambiente de trabalho. Ainda, 33% acreditam que já deixaram de ser contratadas por empresas por ser LGBTI. Essas pessoas, também, informaram que concorriam a cargos de confiança de trabalho.

Empresas investem na inclusão e diversidade

Por outro lado, uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) apontou dados mais positivos em relação ao mercado de trabalho. O levantamento, chamado de “A Diversidade e Inclusão nas Organizações no Brasil” revelou que 63% das empresas consultadas têm programas de diversidade e de inclusão, também, para o público LGBTI.

Ainda, a pequisa da Aberje mostrou que, programas voltados à identidade de gênero e orientação sexual são destaques nessas organizações. Ou seja, é por meio dessas iniciativas que essas empresas acreditam que revelam talentos, retêm profissionais e contribuem para melhorar a imagem e a reputação organizacional. Isso porque revela comprometimento com questões sociais.

“Todos nós partimos de algum ponto de vista para nos relacionarmos no trabalho ou com amigos”, fala a diretora da Bayer, Aline Cintra. “Neste momento de isolamento, é muito importante combatermos esses preconceitos inconscientes para priorizarmos a diversidade na nossa sociedade”, completou Aline para a revista Canal RH.

Aline, que é diretora de um departamento exclusivo da Bayer voltado à inclusão e diversidade, também chamou a atenção que manter o tema em evidência na empresa é importante para combater o preconceito inconsciente.

 

Com informações da revista Canal RH

 

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