Massacre das bananeiras: o que foi, contexto histórico e análise

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Foi na cidade de Aracataca que o massacre das bananeiras aconteceu. Até hoje não se sabe quantas pessoas foram vítimas dessa tragédia ocorrida em 6 de dezembro de 1928 após uma missa em que os grevistas da empresa Unites Fruit Company se reuniram para aguardar uma resposta do governo sobre suas reivindicações.

Tudo começou quando os representantes da Unites Fruits julgaram a greve como um ato com tendências subversivas e comunista. Assim, o governo americano ameaçou de invadir a Colômbia caso a greve não fosse contida com o intuito de proteger os interesses da empresa americana.

Greve e massacre

Em busca de seus direitos de trabalho, no ano de 1928, os trabalhadores das plantações de bananas na Colômbia entram em greve para revogar seus contratos de trabalho por escrito contando com 8 horas de jornada diárias, um dia de descanso por semana e exclusão dos cupons de comida. Tudo indica que o exército de Bogotá foi enviado pelo governo para amenizar a situação com os grevistas a pedido da United Fruit Company.

Após uma missa de domingo em que reunia diversos trabalhadores junto a suas famílias, as tropas que estavam posicionadas com suas metralhadoras nos telhados ao redor e que haviam fechados os acessos das ruas, abriram fogo após 5 minutos de um suposto aviso prévio.

Até hoje, não se sabe ao certo quantas pessoas morreram durante o massacre das bananeiras. De acordo com Herrera Soto, um co-autor do estudo desse dia, diz que a possibilidade varia de 47 a 2 mil vítimas. Já que muitas delas além da missa, estavam aguardando a resposta do governador sobre o contrato de trabalho. Em contrapartida, as pessoas que sobreviveram ao massacre relatam que várias vítimas foram lançadas ao mar enquanto outras foram enterradas em covas coletivas, totalizando cerca de 800 a 3 mil vítimas.

Análises e consequências

O massacre das bananeiras foi o indicador a uma série de retratos que ainda estavam por vir, dando inicio a uma nova era cheia de violência, que ficou conhecida como “La Violencia”. Também foi considerada a causa do Bogotazo.

Esses movimentos levaram o local ao temido terrorismo de Estado, depois que as forças armadas revolucionárias da Colômbia passaram a utilizar o comunismo com argumento.

Após o caso, Chiquita assumiu que realizou o pagamento ao grupo de Autodefesa Unidas da Colômbia (AUC) de 1,7 milhões de dólares, tudo isso para investir na morte de centenas de colombianos.

Em contrapartida, o grupo de paramilitares AUC alegou que também foram vítimas de Chiquita. No caso deles, vítimas de extorsão com o pedido de proteção aos trabalhadores paramilitares. O dinheiro também foi utilizado para financiar diversas máquinas de guerra utilizados pelos AUC.

 

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