Mandetta prega cautela no debate sobre desobrigação do uso de máscaras contra Covid-19

Rio de Janeiro e São Paulo estudam acabar com obrigatoriedade ainda este ano

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Nesta quarta-feira (6), o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), afirmou que o debate sobre a desobrigação do uso de máscaras deve ser feito com cautela no Brasil. A declaração foi dada na chegada do político à reunião do DEM que definiu a fusão do partido com o PSL.

Durante a semana, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), disse que a capital fluminense pode acabar com a obrigatoriedade do uso do equipamento de proteção em ambientes abertos no dia 15 de outubro. O debate também ocorre na cidade de São Paulo, onde as autoridades afirmaram que se basearão em estudos para definir qual será a política sobre o uso de máscaras, que podem ter o uso desobrigado ainda em 2021.

“Esse é um debate que vai acontecer a partir do momento que você vai aumentando a vacinação completa, estamos chegando em todo território nacional a 50%. Alguns estados mais à frente, outros mais atrás. Acho que deve ser um debate com muita cautela, porque ainda tem muita transmissão viral, ainda estamos perdendo 500 pessoas em média por dia”, disse Mandetta.

Mandetta diz que desobrigação do uso de máscaras pode ocorrer este ano

Segundo o ex-ministro da Saúde, o fato dos índices da pandemia de Covid-19 terem melhorado no Brasil não quer dizer que a doença está controlada no país. Mandetta defende que o debate deve ser feito por cada estado, mas avalia como possível o fim da obrigatoriedade do uso de máscaras até o final do ano.

“A doença ainda está distante de controlarmos. Tem que insistir na vacina, vacinar os que não foram vacinados e gradativamente ir fazendo essa discussão que vai ser muito mais por localidade para depois fazer a discussão nacional. Mas eu acho que esse semestre vai ter espaço para isso”, disse.

Após receber críticas de especialistas que defendem a manutenção do uso de máscaras contra Covid-19, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, postou no Twitter que “segue ouvindo o time da ciência” sobre o tema.

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