Mais de 600 mil idosos foram para a inatividade desde 2019, mostra estudo

De acordo com um estudo do Ipea, mais de 600 mil idosos deixaram as atividades econômicas trabalhistas desde o fim do ano de 2019

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Mais de 600 mil idosos deixaram de trabalhar entre o final de 2019 e o segundo trimestre de 2020. O Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) é o responsável pelo estudo. De acordo com especialistas os dados são preocupantes.

Preocupa porque muitos desses idosos foram para a inatividade justamente por causa da pandemia do novo coronavírus. A grande maioria deles não conseguiu voltar ao trabalho ainda. Outra boa parte deixou de trabalhar porque recebeu uma demissão.

Os especialistas do Ipea chamam atenção ainda para outra questão: é que esses idosos provavelmente terão dificuldade em voltar para o mercado de trabalho. Isso mesmo depois que a vacina já estiver disponível para a população.

O nível de desemprego nesse grupo social também preocupa porque eles demoram para conseguir auxílios do governo. Ou seja, uma aposentadoria, por exemplo, não se conquista da noite para o dia. Para completar, várias agências e serviços do INSS ainda não reabriram.

Dessa forma, há uma preocupação com a renda dessas pessoas. De acordo com os dados do Fundação Getúlio Vargas (FGV) o Brasil tem mais de 38 milhões de pessoas dependendo do dinheiro do Auxílio Emergencial. Essas pessoas ficarão sem nada depois de dezembro.

Além dos idosos

O Governo Federal está trabalhando na criação de um novo programa já para o mês de janeiro de 2021. Mas não se sabe ao certo como ele vai funcionar. Além disso, não se sabe como o Governo vai conseguir financiar esse programa.

De acordo com as informações do senador Marcio Bittar, que deve colocar a proposta em discussão, a população só conhecerá os detalhes do projeto depois das eleições municipais. O segundo turno dessas eleições acontece no final do mês de novembro.

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