Mais 2 milhões de vacinas chegam a São Paulo

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Mais dois milhões de vacinas chegaram na manhã desta sexta-feira (18) ao Brasil, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Até o momento, é o maior lote do imunizante que chega à América do Sul, segundo o governo de SP. A Coronavac é desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan. 

Leia mais: Governo federal lança programa de imunização contra a covid-19. Em plano inicial, um quarto da população brasileira deve receber as vacinas.

“A pressa pela vacina é a pressa pela vida. Todos os brasileiros de bem têm pressa. São Paulo, reafirmo aqui, começará a vacinar no dia 25 de janeiro”, afirmou o governador João Doria (PSDB), na quinta-feira (17). “A corrida pela vida é contra o tempo. Não podemos ignorar o senso de urgência diante de uma pandemia. Assim estão agindo líderes de outros países, imunizando suas populações e oferecendo esperança a todos. Não há razão para não fazermos o mesmo no Brasil”, acrescentou.

Em menos de um mês, esse é o terceiro lote que o Butantan recebe da biofarmacêutica Sinovac Life Science, com sede na China. O carregamento chegou em uma aeronave da Swiss Air Lines, após o embarque em Pequim, na quinta-feira (17).

Com o recebimento do lote, o Butantan soma 3,12 milhões de doses disponíveis para uso imediato. No entanto, ainda é preciso aguardar a autorização Agência Nacional de Vigilância Sanitária ( Anvisa). De acordo com o governo de SP, a produção local também já começou, com a chegada de matéria-prima da vacina, como o recipiente e a rotulagem na fábrica de imunizantes do instituto.

O estudo clínico conclusivo da vacina contra o coronavírus será divulgado na próxima quarta-feira (23) pelo Butantan. A medida tem o objetivo de acelerar os trâmites de certificação na Anvisa e demais órgãos internacionais de saúde. A decisão atende a recomendação do comitê internacional independente que acompanha a pesquisa do Butantan em parceria com a Sinovac. 

A fase 3 do estudo clínico no país termina nesta semana, pois o patamar ideal de 154 voluntários com diagnóstico positivo de coronavírus foi superado. “No dia 15 de janeiro, teremos prontas para uso 9 milhões de doses. No começo de fevereiro, 22 milhões de doses e, no dia 15 de março, outras 15 milhões”, afirmou o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.

Vacinas e ministério da Saúde

Em entrevista com jornalistas, Doria disse que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, prometeu fazer o encaminhamento do contrato que propõe a aquisição de 45 milhões de doses da vacina CoronaVac, em caráter permanente. 

“Ontem, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, me telefonou, sempre gentil, e prometeu fazer o encaminhamento até amanhã, sexta-feira, deste documento, que propõe a aquisição de 45 milhões de doses da vacina do Butantan em caráter permanente, irretratável e irreversível”, ressaltou Doria.

Dessa forma, segundo o governador, o contrato em caráter permanente serve para que não corra o risco de a compra ser novamente cancelada por decisão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

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