Maioria dos ataques à CPI da Covid-19 partem de contas falsas

Uma ferramenta "caça robôs", que utiliza Inteligência artificial para identificar contas inautênticas,  constatou que até 78% dos ataques contra os senadores são artificiais.

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Os senadores que compõem a CPI da Covid-19 não se preocupam muito com os ataques sofridos nas redes sociais, uma estratégia do governo Jair Bolsonaro (sem partido), que contava com sua máquina de moer adversários na internet para intimidar os parlamentares.

Isso porque, de acordo com uma ferramenta “caça robôs”, que utiliza inteligência artificial para identificar contas inautênticas, até 78% dos ataques contra os senadores são artificiais, isto é, partem de contas que não têm seres humanos por trás.

Os alvos preferenciais dos robôs são o relator Renan Calheiros (MDB-AL), o presidente Omar Aziz (PSD-AM) e o vice, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). A primeira campanha contra um integrante foi feita contra o relator da CPI da Covid-19.

Uma ferramenta "caça robôs", que utiliza Inteligência artificial para identificar contas inautênticas, até 78% dos ataques contra os senadores são artificiais.
Uma ferramenta “caça robôs”, que utiliza inteligência artificial para identificar contas inautênticas, constatou que até 78% dos ataques contra os senadores são artificiais. (Foto: reprodução)

Na ocasião, as chamadas milícias digitais promoveram uma campanha no Twitter com a hashtag #renanvagabundo, logo após o senador Flavio Bolsonaro ter chamado o relator de vagabundo durante uma reunião da CPI da Covid-19.

De acordo com o jornalista Octavio Guedes, até senadores com pouca familiaridade com as redes socais passaram a perceber que havia algo de estranho acontecendo. “Rapaz, eu clico no treco [perfil fake] e o desgraçado tem um, dois seguidores e tá lá me xingando. Às vezes nem seguidor tem e vem perturbar na minha rede”, disse o presidente da Comissão, Omar Aziz.

A responsável pelo trabalho é a jornalista Izabelle Torres. Desde 2019, ela desenvolve uma pesquisa acadêmica sobre o comportamento dos robôs no Brasil e a influência deles na opinião pública. Além disso, a pesquisadora contou com a ajuda de pesquisadores da Universidade de Indiana, que mapearam o uso de rede dos brasileiros com base na análise de 20 mil contas ativas nos últimos anos.

De acordo com Octavio Guedes, é ingenuidade acreditar que todos os ataques aos senadores contrários ao governo partem de robôs. No entanto, o fato é que a tática dos aliados do chefe do Executivo de manipulação das redes sociais está ficando “manjada”.

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