Maia defende maior diálogo com bancos para crédito a pequenas empresas

Presidente da Câmara afirmou que o crédito deve chegar às micro, pequenas e médias empresas; para isto, defendeu maior diálogo com bancos

0

Nesta segunda-feira (29), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) defendeu maior diálogo com bancos para que crédito chegue às micro, pequenas e médias empresas.

De acordo com Maia, se a ajuda financeira não chegar a estas empresas, a queda da economia brasileira vai ser pior do que a projetada.

Atualmente, o Banco Central prevê queda de 6,4% da economia em 2020, devido aos efeitos da pandemia da covid-19.

Também hoje, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), divulgou levantamento sobre o tema. Realizada em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a pesquisa entrevistou mais de 7 mil empresários. Como resultado, mostrou que apenas 15% dos empresários que buscaram crédito durante a pandemia obteve êxito. De 07 de abril até 02 de junho, cerca de 6,7 milhões de empresários tentaram conseguir crédito para manter pequenos negócios, mas apenas 1 milhão conseguiu os recursos.

Maior diálogo com bancos

A fala de Maia sobre os créditos para as micro, pequenas e médias empresas ocorreu durante evento online promovido pelo jornal O Globo e pelo Instituto Justiça e Cidadania sobre a importância do Judiciário na retomada da economia. Na ocasião, ele afirmou que é preciso encontrar uma solução para que os recursos cheguem às empresas. Para isto, defendeu a ampliação do diálogo com os bancos para que tenham uma participação maior na elaboração das leis.

“Os bancos têm renovado o crédito, sem dúvida nenhuma, mas para a pequena, média e micro empresa tem chegado pouco dinheiro, e se não chegar, vai representar uma queda na economia maior do que a projetada hoje pelos economistas e vai gerar um volume maior de demandas no Judiciário num segundo momento”, afirmou Maia.

Por fim, o presidente da Câmara disse que os parlamentares têm ouvido as empresas e o sistema brasileiro, em conjunto com a equipe econômica. “Se você olhar o mercado financeiro, eles têm uma visão, se você olhar o setor produtivo, tem outra visão. Temos que tentar arranjar um ponto de equilíbrio para que todos contribuam”, explicou.

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.