Mãe de menino morto ao cair de prédio confronta ex-patroa: “Fria e calculista”

Mirtes Souza foi até a delegacia onde a ex-patroa estava prestando depoimento e disse que ela foi um "monstro frio e calculista"

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Nesta segunda-feira (29), a mãe do menino Miguel, Mirtes Souza, foi até a delegacia onde sua ex-patroa estava prestando depoimento no centro do Recife. Mirtes perdeu seu filho depois que ele caiu do nono andar em um edifício de luxo na cidade.

Sari Corte Real, a patroa que cuidava de Miguel quando ele caiu, foi ouvida durante quase toda a manhã na delegacia de Santo Amaro. Mas o fato é que logo depois do depoimento, ela demorou para conseguir sair do local.

Isso porque Mirtes e muitas pessoas revoltadas esperaram a mulher sair do local. Mais cedo, Mirtes tinha dito que foi ao local para “dizer umas verdades na cara dela”. Seja como for, a polícia pernambucana não permitiu que o encontro acontecesse. Sari saiu da delegacia dentro de uma viatura policial.

“Ela não demonstrou arrependimento nenhum. Ela é um monstro, uma pessoa fria e calculista”, disse Mirtes em entrevista aos jornalistas do lado de fora da delegacia. Entre outras coisas, Mirtes afirmou que Sari tinha lhe dito que não tinha “obrigado ninguém a cuidar dos filhos dela”.

“Ela disse que não éramos obrigadas a cuidar dos filhos dela. Isso é um absurdo. Eu e minha mãe (que também era empregada de Sari) passamos dias cuidando dos filhos dela”, disse Mirtes. “Ela saía para a academia, chegava e ficava no celular e depois ia dormir. Quem ia cuidar dos filhos dela?”, questionou Mirtes.

“Calculista”

A acusação de que Sari seria uma pessoa “calculista” seria porque ela estaria tentando, de acordo com Mirtes, desviar o foco. “Sabe o que ela me disse? Disse que eu estava usando esse caso pra chamá-la de racista”, disse Mirtes. “Eu jamais falei isso. Ela está colocando palavras na minha boca. Ela é fria e calculista”, disse a mãe de Miguel visivelmente irritada.

A avó de Miguel, Marta Santana, também foi ao local.  “Ela deixou o menino, ela apertou o botão (do elevador), não tem como ela negar isso. Portanto ela só tem que pagar pelo que ela fez. Se fosse filho dela, ela não teria feito isso”, completou.

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