Lula diz novamente que pretende acabar com o teto de gastos

Lula diz que o teto de gastos foi criado para evitar o aumento em setores como saúde, educação e transporte coletivo

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Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ex-presidente da República e candidato ao cargo neste ano, voltou a dizer que pretende acabar com o teto de gastos, criado em 2016 durante do governo do presidente Michel Temer (MDB) para limitar os gastos do governo Federal.

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Segundo o petista, em um evento realizado neste sábado (06) em São Paulo, o teto de gastos “tira dos pobres para dar aos ricos”. “O teto de gastos foi criado para que se evitasse dar aumento na saúde, na educação, no transporte coletivo e na renda das pessoas que trabalham neste país”, começou.

“É importante saber que não é nenhuma bravata. Vocês sabem que eu não sou de fazer bravata, não sou de rasgar nota de dez, não sou de dizer coisas que eu não acredito, mas não terá teto de gastos em lei no nosso país”, disse Lula.

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Lula diz que o teto de gastos foi criado para evitar o aumento em setores como saúde, educação e transporte coletivo. (Foto: reprodução)

De acordo com o petista, a medida aprovada durante o governo de Michel Temer tirou R$ 36,9 bilhões do orçamento da saúde entre os anos de 2018 e 2022. Ainda segundo o ex-presidente, a correção progressiva desse “subfinanciamento” na área da saúde será um desafio para o seu eventual próximo governo.

Isso porque, para Lula, caso nada for feito, “a manutenção desse crime acabará por inviabilizar completamente” medidas na saúde, “abrindo as portas para privatização total” do setor no Brasil.

“Para cumprir a missão de garantir saúde para todos e todas, da vacina ao transplante, é preciso ampliar o investimento na saúde pública, e esse é um compromisso que estou assumindo com o Brasil, com o povo brasileiro e com vocês”, afirmou o ex-presidente.

Assim como explicado, o teto de gastos foi definido durante o governo de Michel Temer, em 2016. À época, o Congresso aprovou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita o crescimento das despesas do governo por 20 anos.

Sendo assim, durante este período, o governo federal só pode gastar o mesmo valor dispendido durante o ano anterior à PEC, isto é, 2015. A única correção no montante é o referente à inflação.

Recentemente, assim como publicou o Brasil123, Michel Temer descartou apoio a Lula, dizendo que as críticas recentes de Lula ao teto de gastos e outras a medidas tomadas pelo ex-presidente durante sua gestão inviabilizam seu apoio neste ano. 

“O ex-presidente Lula fala em todo momento em ‘golpe’, que a reforma trabalhista foi coisa de escravocrata, que o teto de gastos prejudicou o país. Então, como eu vou dizer que eu vou apoiar alguém que quer destruir um legado positivo para o nosso país?”, questionou Michel Temer recentemente.

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