Lolita: resenha da obra de Vladimir Nabokov

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Logo no início da obra de Lolita, em seu prefácio, é contato através do narrador da história Humbert Humbert o seu falecimento em uma prisão, dias antes de seu julgamento. O relato havia sido escrito como uma carta deixada para o seu advogado e amigo que entregou o relato a um editor.

Humbert Humbert, ou simplesmente H.H. é um francês de 37 anos com diversas características repugnantes como sarcástico, obsessivo, manipulador, controlador e egocêntrico. H.H. é o próprio narrador de toda trama escrita como se fosse uma “peça de defesa” enquanto estava na cadeia, contando suas memórias e detalhes sobre a sua paixão por uma garota de apenas 12 anos de idade chamada Lolita.

O início de tudo

Tudo começou quando o europeu H.H. se mudou para a casa da viúva Charlotte Haze, que tinha uma filha de 12 anos chamada Dolores.

Encantado com a pequena Dolores, H.H. resolve pedir Haze em casamento para ficar mais próximo dela, sendo o seu padrasto.

Sobre Lolita, é difícil dizer como era sua real personalidade, já que o livro foi escrito através do olhar de H.H.

É possível notar ao longo da história que a paixão dele pela garota, é na verdade uma relação de obsessão e até mesmo doentia. Além de mostrar que ele possuía uma atração por garotas mais jovens, mostrando que em via já houveram outras “Lolitas” também.

E isso fica ainda mais nítido no trecho em que ele diz “dos nove ao catorze anos algumas mocinhas revelam, diante de certos viajantes enfeitiçados, sua verdadeira natureza, que não é humana, mas ‘nínfica’ (isto é, demoníaca), e proponho chamar essas criaturas de ninfetas”.

Humbert e Lolita

Um dos fatos mais intrigantes é que H.H., por ser professor de literatura, ele tem forte domínio das palavras e até mesmo consegue seduzir o leitor ao seu ponto de vista. Porém, ainda deixa aquele ar de dúvida. Será que Lolita era realmente uma criança indefesa ou realmente era capaz de seduzir o estrangeiro? Se trata de uma história de amor ou apenas uma doença mental?

Lolita também ganhou versões em filmes

Mesmo sendo uma obra polêmica, Lolita recebeu adaptações para as telas. Os dois principais foram

  •         Lolita (1962), de Stanley Kubrick; e
  •         Lolita (1997), de Adrien Lyne

A repercussão de Lolita

No ano de 1955 o assunto que Lolita abordava era escandaloso e impróprio, chegando a ter criticas sobre pedofilia e pornografia. Mesmo assim, com a quebra de tabu, ela se tornou a maior obra de Nabovok, mesmo tendo sua publicação proibida em uma série de países. Sua importância foi tamanha, que seu nome passou a ser um termo francês utilizado como substantivo na linguagem comum local.

 

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