Lojistas de São Paulo registram queda de até 90% no faturamento após reabertura

De acordo com levantamento, 30% dos lojistas de São Paulo registraram queda de 90% do faturamento no início da reabertura

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Em retomada, 30% dos lojistas de São Paulo registram queda de 90%

Apesar da reabertura de seus comércios, cerca de 30% dos lojistas de São Paulo (SP) registraram queda de 90% no faturamento. A informação é de um levantamento realizado pela Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop) entre os dias 24 e 26 de junho.

Os logistas reabriram seus negócios no início deste mês, após terem ficado mais de dois meses fechados devido ao isolamento social imposto para conter a pandemia do novo coronavírus.

De acordo com o levantamento, o valor obtido pelas vendas foi diminuído em até 80% para 41% dos lojistas. Já em até 70% para 24% dos comércios.

A Alshop representa empresários que respondem por 4 mil pontos comerciais, espalhados por todo o país.

Retomada dos lojistas de São Paulo

O comércio de rua e os shoppings tiveram autorização para retomar atividades na capital paulista em horário especial nos dias 10 e 11 de junho, respectivamente.

Os lojistas de rua podem abrir seus comércios entre 11h e 15h, enquanto os de shoppings podem optar por abrir as portas no período de 6h às 10h ou de 16h às 20h.

A reabertura do comércio de rua e dos shoppings foi possível graças a um plano de retomada do governo do estado chamado Plano São Paulo (saiba mais aqui). Agora, a capital paulista prepara-se para autorizar bares e restaurantes a reabrirem a partir de 06 de junho.

Em nota, a Alshop informou que 10% das lojas da grande São Paulo não terão condições de reabrir, mesmo quando a pandemia estiver sob controle. De acordo com a entidade, o prejuízo do setor já se aproxima de R$ 35 milhões.

Em outras unidades federativas, 35% dos empresários consultados declararam que a queda no faturamento foi de até 80%. E outros 29% tiveram redução de até 70%.

O levantamento da Alshop ainda levou em consideração a taxa de conversão de clientes, que equivale ao número de pessoas que efetivamente levam algum produto após visitar a loja. No total, 59% dos empresários informaram que o índice no período ficou bastante abaixo do registrado no mesmo período, antes da pandemia.

Vendas online

Os lojistas de São Paulo usaram como estratégia para atenuar o impacto da pandemia a venda online. De acordo com a Alshop, esse tipo de venda movimentou até 10% do faturamento para 26,5% dos comerciantes ouvidos. A proporção chegou a ultrapassar os 20% para 23,5% deles. Por outro lado, 41% dos associados afirmaram que esse tipo de venda ainda não traz retorno significativo.

Além disso, os empresários apostaram na aplicação de descontos nos produtos comercializados. Segundo o levantamento, a medida foi adotada por 71% dos entrevistados. O restante dos lojistas (29%) disse não conseguir oferecer descontos nesse momento de adversidade.

(com informações da Agência Brasil)

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