Líbia liberta pescadores italianos detidos por mais de 100 dias

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Após 108 dias, a Líbia libertou nesta quarta-feira (16) 18 pescadores que estavam detidos em um dos exemplos da crise diplomática travada entre o país e a Itália. Os oito italianos, seis tunisinos, dois indonésios e dois senegaleses teriam sido presos quando navegavam em águas consideradas internacionais, ou seja, que não pertencem a nenhuma nação.

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, acompanhado pelo ministro das Relações Exteriores, Luigi Di Maio, voaram para Benghazi, capital da Líbia. É no reduto do general Khalifa el-Haftar que desde o início de setembro estão detidas as tripulações de dois barcos de pesca italianos.

O ministro Di Maio também comemorou o feito nas redes sociais. “Nossos pescadores estão livres e em algumas horas, eles poderão abraçar suas famílias e entes queridos novamente, graças a nossa inteligência externa e todo o corpo diplomático que trabalhou para trazê-los para casa. O governo continua apoiando fortemente o processo de estabilização da Líbia”, escreveu o chanceler no Facebook.

A festa dos familiares dos pescadores

Enquanto isso, em Mazara del Vallo, vila localizada na ilha italiana da Sicília, a família dos pescadores se reuniam em frente à prefeitura do município de 51 mil habitantes. Com vista para o Mar Mediterrâneo, a vila dos pescadores fica a menos de 200 quilômetros da costa tunisina, no norte da África.

 “Os pescadores já conversaram com suas famílias e estão a bordo de dois barcos pesqueiros com seus colegas muçulmanos, após meses”, disse à imprensa local o prefeito de Mazzara, Salvatore Quinci.

A notícia que chegou do porto de Benghazi foi recebida com festa. Dezenas de pessoas se reuniram na praça principal do vilarejo. “É tão bonito quanto inesperado. Três meses se passaram, mas agora o pesadelo acabou. Estamos ansiosos para abraçá-los novamente. É o melhor presente de Natal para as famílias”, ressaltou Dom Domenico Mogavero, bispo da cidade.

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