Lançamento de imóveis dispara no primeiro trimestre deste ano

Dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) mostram que os lançamentos cresceram 39% em relação ao mesmo período de 2020

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O número de lançamento de imóveis no primeiro trimestre de 2021 deu um salto na comparação com o mesmo trimestre de 2020. A saber, o crescimento chegou a 39% com o lançamento de 26.384 imóveis no período. Aliás, os dados são da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc).

Da mesma forma, também houve crescimento no número de unidades vendidas nos três primeiros meses do ano. Com um aumento de 21%, a associação contabilizou 34.823 imóveis vendidos no período. A propósito, a Abrainc divulgou os dados nesta quarta-feira (9).

Além disso, os dados mostram um avanço expressivo de 65% no número de lançamentos de imóveis de médio e alto padrão. O acréscimo foi alcançado com a venda de 7.386 unidades no trimestre. No entanto, o total de vendas recuou 5%, para 4.571. Ao mesmo tempo, os lançamentos no segmento de Casa Verde Amarela dispararam 31%, chegando a 18.839. Nesse caso, as vendas tiveram alta de 26%, para 29.613.

Ritmo de lançamentos deve continuar forte no ano

De acordo com o presidente da Abrainc, Luiz Antonio França, o ritmo de lançamentos deve continuar forte em 2021. “É muito difícil fazer uma previsão, mas a estimativa é que os lançamentos cresçam 40% neste ano“, afirmou. Ainda segundo ele, a projeção preliminar indica um crescimento de 30% das vendas no ano.

“O crescimento deve se sustentar ao longo do ano, temos fundamento para acreditar nisso. A Selic deve crescer até o fim do ano, mas não estamos verificando na caderneta de poupança taxas de juros elevadas. Portanto, as taxas devem continuar atrativas. Não temos previsão de que os juros irão superar os dois dígitos”, afirmou.

Por falar em Selic, a taxa básica de juros do Brasil deve crescer já na próxima semana. Em resumo, o Comitê de Política Monetária (Copom) deve se reunir na próxima semana para definir as diretrizes da política monetária do Brasil, bem como a Selic.

A saber, a lógica da Selic é a seguinte: quanto maior a demanda por bens e serviços, maiores os preços em geral ficam. E um dos motores da economia é a oferta de crédito, que permite, por exemplo, empréstimos e financiamentos à população. Assim, quanto mais baratos os juros dos créditos, mais as pessoas tendem a gastar.

Em outras palavras, uma taxa Selic mais alta acaba elevando os demais juros praticados no país. Por isso, a definição da taxa é tão importante para o Brasil, pois ela funciona para aquecer a economia, quando amplia a oferta de crédito, ou para desaquecê-la, limitando a quantidade de moeda em circulação. E isso pode afetar o setor de imóveis.

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