Lábio Leporino deixa sequelas? Entenda tudo sobre o tema

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Fissura labiopalatina é condição congênita, ou seja, que acomete o bebê ainda em desenvolvimento na gestação. Quando acontece, pode afetar: fala, alimentação e estética do paciente.

Uma das perguntas mais frequentes sobre esta anomalia é se a criança viverá normalmente mesmo com a deformidade. A resposta é sim. No entanto, fissuras como essa podem ser tratadas (possibilitando ao paciente a vida mais próxima do normal possível).

Essa deformidade não deixa sequelas funcionais ou psicológicas na grande maioria dos casos, entretanto, a aparência dos pacientes é algo que chega ser uma preocupação para os pais.

É uma anomalia comum que acomete um em cada 650 nascimentos no país e, por isso, existem muitas informações e mitos sobre o tema. É importante saber como identificar o que é verdade e o que é falso, o que é possível quando buscam entender de fato o que é lábio leporino e como tratar.

O tratamento é longo, podendo chegar até os 18 anos de vida do paciente. A fissura lábio palatina pode sim deixar sequelas funcionais e psicológicas, é neste momento que a equipe de psicologia auxilia. Atuando com o paciente e também com sua família.

 

Mesmo com todos procedimentos ficará visível que a criança nasceu fissurada?

Essa questão é delicada e depende muito de cada caso, por isso, explicaremos em detalhes.

 

 O que é lábio leporino?

Essa anomalia é caracterizada por uma ou mais fissuras na região dos lábios do paciente, podendo aparecer em regiões e tamanhos diferentes.

Essas anomalias aparecem nos primeiros meses de gestação, quando os ossos e estruturas estão se formando.

De início, algumas estruturas como a do ceú da boca e lábios ficam separadas. Após alguns meses, essas suturas se unem, ocasionando o desenvolvimento normal do bebê.  Quando essa união não acontece, formam-se as fissuras faciais.

Assim como diversas outras condições, quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor. Felizmente, é possível diagnosticar esse tipo de fissura ainda durante a gravidez por meio do ultrassom morfológico (a partir do primeiro trimestre da gestação).

Esse exame dá informações detalhadas sobre o desenvolvimento do bebê, por isso, é indispensável e muito importante para o tratamento dos fissurados. As causas podem ser diversas.

Ao contrário do que muitos acreditam, não é uma condição hereditária ou genética. Pode existir uma predisposição que, em conjunto com fatores externos, podem ocasionar essas deformidades.

 

Como é feito o tratamento?

O tratamento é longo e multidisciplinar. Sendo assim, é normal passar por diversas áreas médicas para reabilitar o paciente.

Geralmente, o primeiro passo é o acompanhamento odontológico, dado que é uma fissura bucal.

Após isso, e o bebê tendo mais de 3 meses de vida e com pelo menos 5 quilos de peso, é comum que a cirurgia plástica de reconstrução do lábio seja feita. 

Esta cirurgia é invasiva e demora em torno de 2 horas. Os primeiros dias são os piores em questão de aceitação da dieta e também da dor. Claro que a questão da dor varia de paciente para paciente, porém, medicações são prescritas para auxiliar no pós operatório.

Se o bebê também nascer com deformação no céu da boca, no caso das fissuras labiopalatinas, será necessário outra cirurgia para reconstruir o palato. Esta pode ser realizada a partir dos 12 meses de vida ou quando o paciente já estiver com pelo menos 10 quilos de peso.

Após a reconstrução dessas estruturas, o tratamento continua com fonoaudiólogos, psicólogos, psicopedagogos, entre outros profissionais.

Todo esse cuidado permanecerá ao longo dos anos para proporcionar uma reabilitação completa.

Esse tratamento extensivo interdisciplinar visa reabilitar as funções do paciente – como a fala que pode ser fanhosa por causa da fissura, por exemplo.

 

 Fica evidente que o paciente nasceu fissurado?

Vale ressaltar que o foco do tratamento multidisciplinar é recuperar as funções da face da criança. Quanto à questão estética, não é possível garantir em todos os casos uma reabilitação completa pós operatória.

Como dissemos, cada paciente reage e se recupera de uma forma. Primeiramente, é válido ressaltar que essa deformidade não proporciona sequelas físicas, neurológicas ou comportamentais.

Em geral, o que pode ficar visível é a cicatriz. O tamanho, largura e outros aspectos vão de acordo com a gravidade e resposta do organismo do paciente. Não é sempre que a cicatriz fica aparente e, conforme o tempo, é possível que a mesma desapareça.

Porém, caso fique, alguns tratamentos de cicatrizes podem ser feitos também.

 

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