Kim Kataguiri: “assim que sair a vacina para o corona, vou para fila tomar”

Deputado Federal defendeu a credibilidade do Instituto Butantan e afirmou que tomará a CoronaVac.

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Em noite marcada pela #VachinaNão, o deputado federal Kim Kataguiri (DEM), eleito por São Paulo, fez na madrugada de hoje (17) uso de seu perfil oficial na rede social Twitter para indicar que irá tomar a CoronaVac, que é desenvolvida pelo Instituto Butantan.

Kim Kataguiri escreveu: “Assim que sair a vacina para o corona, vou para a fila tomar. O Instituto Butantã é seríssimo e tem acompanhado e participado de cada etapa do rigoroso processo de teste da CoronaVac. Tem de ser obrigatório mesmo. Se você não toma, além de ser burro, coloca a saúde de 3os em risco”.

Na sequência, o deputado respondeu a um comentário que questionava se era uma atitude liberal: “Nada liberal é colocar a saúde dos outros em risco só pra alimentar uma paranoia ideológica. Que liberalismo é esse que causa externalidades negativas a terceiros sem a devida punição? Falta leitura. Smith, Mises, Friedman, nenhum deles defendia liberdade irrestrita”.

Alguns comentários na postagem relembraram inclusive da Revolta das Vacinas (1904), quando o médico Oswaldo Cruz, Diretor da Saúde Pública e que havia sido contratado para combater as doenças da época, impôs uma vacinação obrigatória contra a varíola em qualquer brasileiro com mais de seis meses de idade.

Em resposta, a oposição marcou presença: políticos, militares e a população foram desfavoráveis à vacina. Oswald Cruz foi severamente criticado pela imprensa, que o ironizou por meio de charges, questionando a eficácia da vacina.

O cenário

A última sexta (16) foi marcada por duras críticas ao governador João Doria (PSDB), que anunciou em uma coletiva de imprensa dada em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo de São Paulo, a obrigatoriedade da vacinação para todos os residentes do estado.

O governador partiu em defesa da vacina, afirmando que: “Nós aqui seguimos a ciência e a medicina. E o Instituto Butantan”, frisando que a “CoronaVac está na sua última semana de testagem aqui no Brasil, como 13 mil voluntários em sete estados brasileiros, todos médicos e enfermeiros. Até o presente momento, nenhuma intercorrência, nenhuma colateralidade que possa colocar em risco a vacina nessa última etapa da testagem”.

A previsão de João Doria é que até o mês de março do próximo ano todo o estado esteja vacinado, começando pelos médicos e profissionais da saúde (médicos e enfermeiros), professores e servidores da rede pública e privada de ensino, os alunos das duas redes, pessoas com morbidades, idosos e os envolvidos com atendimento ao grande público: policias militares, civis, os profissionais que atuam em ônibus e em metrôs.

Não caiu bem

O assunto não foi bem digerido na internet e Doria passou a receber uma sequência de críticas: O deputado federal e membro da Família Real no Brasil, Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP) escreveu em seu Facebook: “Como cidadão paulistano não aceitarei essa decisão tirana. O governo não tem o direito de cercear a escolha de qual vacina quero tomar ou não. É um direito meu e de todos Paulistas”.

Outro que também criticou a decisão de João Doria foi o procurador da República, Ailton Benedito, que afirmou: “Obrigar pessoas a tomar uma suposta vacina, fabricada a toque de caixa, sem segurança e eficácia comprovadas seria uma das maiores violências contra a Constituição e os direitos humanos dos brasileiros, ao menos, desde a ditadura de Getúlio Vargas”.

Leia mais: Ailton Benedito critica decisão de Doria sobre vacina obrigatória em São Paulo

 

 

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