Justiça identifica documentos falsos com brasileiros deportados dos EUA

Dos 211 brasileiros deportados dos Estados Unidos, cinco estavam com documentos irregulares, o que configura falsidade ideológica

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Uma varredura realizada pela 1ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude da Comarca de Pedro Leopoldo identificou, nesta quinta-feira (27), que dos 211 brasileiros deportados dos Estados Unidos na quarta (26), cinco estavam com documentos irregulares, o que configura falsidade ideológica.

Assim como publicou o Brasil123, essas pessoas chegaram no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, em Minas Gerais, depois que foram mandados embora dos Estados Unidos. Quando chegaram em solo brasileiro, a varredura apontou que, dentre os documentos, haviam irregularidades em declaração de união estável, certidão de casamento e declarações de paternidade.

“Os casos serão remetidos para as comarcas onde os crimes foram cometidos”, revelou em nota a Polícia Federal (PF), que é quem acompanha de perto o caso. Segundo a entidade, apesar das constatações, nenhuma pessoa foi presa.

Crianças deportadas

De acordo com a PF, dos 211 tripulantes, 90 eram menores de idade, o que inclui crianças de até dez anos. De acordo com a entidade, todas essas crianças e adolescentes estavam acompanhadas por pelo menos um responsável com vínculo biológico.

Como essas pessoas entraram nos Estados Unidos

De acordo com Daniel Fantini, delegado da PF, para tentar entrar nos Estados Unidos, os brasileiros se digiram até a fronteira americana com o México. Por lá, um casal de amigos/conhecidos simulava uma união estável.

Na ocasião, eles afirmam que a criança é filha de um deles e, com isso, forjam estar em um núcleo familiar para se entregar às autoridades americanas e pedir asilo – algumas pessoas realmente conseguem.

“Antes do governo Trump, quando chegava família com crianças, as pessoas não eram detidas para evitar a prisão destas crianças. Recebiam ordem para comparecer à justiça e dizer as condições que estavam no país”, revelou o delegado.

Apesar da ordem de voltar e se explicar para a Justiça, essas pessoas nunca mais apareciam, visto que o objetivo de entrar nos Estados Unidos havia sido alcançado. “É muito arriscado fazer essa travessia e com criança é mais ariscado ainda”, alertou o delegado.

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