Justiça determina quebra de sigilos de dados de hackers suspeitos de atacar sistema do TSE

O afastamento do sigilo dos dados atende a um pedido da Polícia Federal (PF) e se estende de janeiro até dezembro deste ano

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Os dados de e-mail dos três brasileiros que são investigados por um suposto ataque hacker ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tiveram a quebra de sigilo decretada pela Justiça Eleitoral do Distrito Federal nesta segunda-feira (30). Durante a operação que prendeu os suspeitos, um hacker português também foi detido.

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De acordo com as informações, o afastamento do sigilo dos dados atende a um pedido da Polícia Federal (PF) e se estende de janeiro até dezembro deste ano. A partir desse material, os investigadores querem estabelecer a relação dos brasileiros com o português de 19 anos, preso no sábado (28) em Portugal –  o jovem já estava há seis meses em prisão domiciliar no país por outros crimes cibernéticos.

Ação conjunta 

De acordo com a PF, a conexão entre o português e os brasileiros foi estabelecida a partir de postagens na internet e troca de mensagens. O português teria enviado um link do TSE para os brasileiros em um chat.

Após a análise dos dados, os brasileiros teriam identificado uma área a ser atacada. Os policiais identificaram sete conexões no dia 15 novembro, quando foi realizado o primeiro turno da eleição, e dez no dia 19.

Para os investigadores do caso, isso mostra que os supostos ataques não foram efetivados por apenas uma pessoa, mas sim por um grupo de hackers.

Até o momento, a PF cumpriu em São Paulo e Minas Gerais três mandados de busca e apreensão e três medidas cautelares que proíbem contato entre os investigados.

Relembre o ataque

No dia 15, primeiro turno das eleições municipais, um ataque hacker expôs informações administrativas do Tribunal Superior Eleitoral.

Uma análise do TSE e da Polícia Federal sobre o ataque hacker mostra que, além de dados antigos de servidores divulgados no dia da eleição, os invasores também acessaram informações deste ano do Portal do Servidor.

A Polícia Federal afirmou que as investigações não encontraram nenhum elemento de que a apuração, a segurança e a integridade dos resultados da votação do primeiro turno das eleições municipais tenham sido prejudicadas.

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