Juízes e advogados são alvos de operação por suspeita de corrupção em Goiás

Dois desembargadores do Tribunal de Justiça de Goiás foram alvo de busca e apreensão por parte da Polícia Federal

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A Polícia Federal está cumprindo mandados de busca e apreensão contra advogados, juízes e empresários em Goiás. A operação está acontecendo nesta terça-feira (30). De acordo com as informações oficiais, são 17 mandados ao todo.

A suspeita da polícia é que os acusados tenham atuado na venda de decisões judiciais e de outros crimes. Entre as pessoas que foram presas está o desembargador Gilberto Marques Filho. Ele foi presidente do Tribunal de Justiça de Goiás até janeiro do ano passado.

O outro desembargador que foi alvo desta operação foi Orloff Neves Rocha. Essas supostas vendas de decisões judiciais estariam ligadas a processos de recuperação judicial de empresas. Em um dos fatos, os desembargadores teriam recebido 800 mil reais em um processo de decisão favorável para a empresa.

Em outro caso, um investigador também identificou que um desembargador estava defendendo interesses de sua própria filha. Isso teria sido analisado em processos que estariam em andamento no Tribunal de Justiça do próprio estado.

Crimes dos advogados

Ainda de acordo com a polícia os crimes sob investigação seriam de corrupção, tráfico de influência, exploração de prestígio e lavagem de dinheiro. Há ainda uma acusação de advocacia administrativa.

Mas vale lembrar que esta não é a primeira vez que a Procuradoria Geral da República (PGR) promove uma ação desse tempo, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Nos últimos meses, foram registrados casos assim em estados como Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

O processo está ocorrendo em sistema de sigilo dos autos. Por isso, não é possível saber algumas informações como o nome das empresas que teriam sido beneficiadas. O mandados foram autorizados pelo ministro Campbell Marques.

Mais cedo, a Polícia Civil do Rio de Janeiro realizou operações na cidade. O alvo foi um grupo de ex-policiais militares que estaria envolvido em várias mortes no estado. Aliás, entre essas mortes, estaria o da vereadora do PSOL, Marielle Franco.

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