Juiz suspende execução de mulher condenada à pena de morte nos EUA

1

Um juiz dos Estados Unidos suspendeu, nesta terça-feira (12), a execução de uma mulher condenada à pena de morte após cometer um crime bárbaro há mais de 15 anos. Em dezembro de 2004, Lisa Montgomery matou Bobbie Jo Stinnett, de 23 anos, que estava grávida. Ela cortou a barriga da vítima e sequestrou o bebê.

A decisão de suspender a execução por injeção letal foi tomada pelo juiz James Patrick Hanlon com base na saúde mental de Montgomery. Para a Justiça, há evidências de que ela é incapaz de entender a justificativa dada para sua execução.

Os advogados da presidiária condenada à pena de morte disseram que o abuso sexual na infância de Montgomery levou a “danos cerebrais e doenças mentais graves”.

No entanto, o padrasto negou ter abusado sexualmente dela, dizendo também não ter boa memória, quando foi apresentado a um depoimento próprio em que admitia o abuso físico. A mãe da condenada, por outro lado, declarou que nunca havia denunciado o homem porque temia por sua própria vida e por sua filha. 

Lisa Montgomery, de 52 anos, seria a primeira de uma mulher executada pelo governo federal americano em quase 70 anos. O último caso do tipo foi o de Bonnie Brown Heady, executada em 1953 na câmara de gás pelo sequestro e morte de um menino de seis anos.

Pena de morte nos EUA

A execução estava marcada para esta terça-feira em Terre Haute, no estado americano de Indiana, apenas oito dias antes da posse de Joe Biden, um adversário da pena de morte. 

Leia também: Democratas pressionam Biden por fim da pena de morte nos EUA

Bispos norte-americanos apelaram ao governo Trump para impedir as condenações á pena de morte. Já ao presidente eleito Joe Biden, os religiosos pediram a abolição em nível federal da prática que prejudica a sacralidade da vida humana.

Leia Também:

1 comentário
  1. […] Unidos executaram, nesta quarta-feira (13), a primeira mulher condenada à pena morte desde 1953. Um juiz chegou a suspender a execução na terça-feira (12), mas a Suprema Corte do país derrubou a decisão. Mais duas execuções […]

Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.