Jornalista Boris Casoy questiona se não seria o momento de acabar com o voto obrigatório

Para embasar seu questionamento, Boris Casoy citou um levantamento feito pelo Datafolha, que mostrou que 60% dos brasileiros não sabem em quem votaram para deputado federal ou senador em 2018

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O jornalista Boris Casoy, que por muitos anos esteve na “TV Bandeirantes”, e agora é um dos comunicadores do canal “CNN Brasil”, questionou nesta quarta-feira (03) se este não seria o momento ideal para que o voto passasse de obrigatório para facultativo.

Para embasar seu questionamento, o jornalista citou um levantamento feito pelo Datafolha. De acordo com uma pesquisa do instituto, publicada nesta semana, 60% dos brasileiros não sabem em quem votaram para deputado federal ou senador nas últimas eleições, em 2018.

Segundo o jornalista, este número mostra o descompromisso dos eleitores na hora de votar. Por conta disso, ele questiona se esse fato não indicaria um “vazio na democracia”. “Ao não se recordar do voto, o cidadão exibe sua total desvinculação do trabalho que o parlamentar que ajudou a eleger desempenha no Legislativo. Votou por votar. Votou porque é obrigado a votar”, disse ele.

“Será que não chegou o momento de acabarmos com o voto obrigatório?”, perguntou ele, destacando ainda que a adoção do voto obrigatório “teve papel relevante na arregimentação do povo no seu dever-poder de eleger os governantes e representantes em todas as esferas”, mas, que agora, as pessoas devem ter o direito de quererem ou não participar das eleições.

“Chegamos a uma fase histórica em que os eleitores devem decidir livremente, a cada eleição, se vale ou não a pena dela participar, ou seja, o eleitor deve, em cada pleito, decidir livremente se participará ou não do espaço público”, disse o jornalista.

boris casoy
Para embasar seu questionamento, Boris Casoy citou um levantamento que mostrou que 60% dos brasileiros não sabem em quem votaram para deputado federal ou senador em 2018. (Foto: reprodução)

Em outro trecho da declaração, Boris Casoy ainda disse que a adoção do voto facultativo iria propiciar as melhores escolhas. Não suficiente, ele também defendeu a adoção do voto distrital, o que, segundo ele, traria “uma menor interferência do poder econômico”.

“O eleitor saberá de quem cobrar pelas promessas eleitorais”, disse ele, completando que “os políticos e partidos seriam compelidos a convencer possíveis eleitores se vale a pena ou não, comparecer e votar”.

Por fim, ele explica que a ideia iria estabelecer uma verdadeira democracia e o que ele chama de um “elo mais democrático entre eleitores e eleitos”. “O voto facultativo não é uma solução mágica, mas, sim, um caminho em direção a uma verdadeira democracia”, finalizou Boris Casoy.

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