Jordânia é primeiro país a vacinar refugiados contra Covid-19

De acordo com o Governo do país, não faria sentido vacinar apenas as pessoas que são de fato da Jordânia neste momento

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A Jordânia se tornou nesta semana o primeiro país do mundo a vacinar refugiados contra a Covid-19. Internamente, a Organização das Nações Unidas (ONU) comemorou a decisão. O país começou a sua campanha na última quarta-feira (13).

Nesta campanha, as autoridades deixaram claro que todo mundo deveria tomar a vacina. Inclusive as pessoas que não tinham nacionalidade do país. E inclusive as pessoas que chegaram por lá na condição de refugiados.

“Se a vacina é para a população, os refugiados também precisam tomar. Isso porque eles também fazem parte da população”, disseram as autoridades da Jordânia em um comunicado nesta semana. Nas redes sociais, muita gente comemorou.

Mas o fato é que essa decisão do país tem um caráter muito mais de saúde pública do que de sentimentalismo. É que o país é um dos que mais recebem refugiados no mundo. Caso eles se negassem a vaciná-los, poderiam deixar o vírus circulando.

Como se sabe, a vacina só vai proteger a sociedade contra o coronavírus, se muita gente tomá-la. Isso porque o vírus vai ter poucas chances de ter uma mutação para um estágio que a vacina não consiga imunizar. Por isso, não faria sentido tirar os refugiados dessa lista na Jordânia.

Refugiados na Jordânia

Há alguns dias, o Rei Abdullah II tomou a sua primeira dose. Além disso, o seu filho, o príncipe Hussein também tomou a dele. Por lá, há uma campanha das autoridades para que as pessoas tomem a vacina o quanto antes.

O objetivo do país é vacinar pelo menos um quarto da população nesta primeira fase de campanha. Isso daria em torno de 3,5 milhões de pessoas. Não é, no entanto, uma tarefa fácil. A Jordânia foi um dos últimos países do Oriente Médio a começar a sua campanha de vacinação.

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