Janaína Paschoal comenta sobre a possível vacinação obrigatória em São Paulo

Deputada estadual fez uma sequência de postagens comentando o assunto.

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A deputada estadual e professora da USP, Janaína Paschoal (PSL), eleita em São Paulo, fez no último sábado (17) uso de seu perfil oficial na rede social Twitter para comentar a possível vacinação obrigatória em São Paulo.

Janaína Paschoal começou a sequência de postagens abordando a vacina: “Não entendo adequado politizar doença, como não entendo adequado politizar vacina. Não creio que o Ministro Pazuello possa priorizar uma vacina em prejuízo de outra, por questões eleitorais. Gosto da gestão dele e, por conseguinte, um tal critério seria uma grande decepção”.

Na sequência, a deputada afirmou ter buscado informações e estabelecido contato com o professor e atual diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmando ter recebido “esclarecimentos satisfatórios”.

Na sequência, Paschoal escreveu: “Não obstante, respeitosamente, na condição de Professora de Bioética, não vejo fundamentos jurídicos para obrigar um adulto a se vacinar contra a própria vontade. Dentre os princípios que informam a Bioética, a autonomia individual é dos mais importantes”.

E concluiu: “Além de um adulto não poder ser obrigado a se vacinar, devemos ter em mente que, por mais nobre que seja a busca, estamos falando de vacinas em fase de TESTES! Essa situação torna a pretensa obrigatoriedade ainda mais insustentável, sob o prisma jurídico!”.

Repercussão negativa

Alguns seguidores da deputada cobraram ações da parlamentar:

O assunto foi trending topics do Twitter ao longo da sexta (16), com a #VachinaNão, recebendo uma quantidade elevada de comentários e duras críticas ao governador, João Doria (DEM).

O que disse o governador paulista

Em frente ao Palácio dos Bandeirantes, em uma coletiva de imprensa, o governador afirmou que a vacinação para todos os habitantes de São Paulo seria obrigatória e que seriam tomadas medidas legais: “se houver contrariedade nesse sentido”.

Em entrevista para uma emissora, Doria ressaltou a situação atual da vacina: “Tomando-se em conta que os testes estão sendo bem realizados, com o acompanhamento da Anvisa, sem nenhum efeito colateral, certamente a Anvisa emitirá um certificado aprovando a vacina do Butantan”, indicando que as imunizações poderiam iniciar já em dezembro, seguindo uma ordem que deve começar com os profissionais de saúde (médicos e enfermeiros), incluindo professores e alunos das redes particular e pública.

João Doria também indicou que no mês de outubro serão recebidas cinco milhões de doses da vacina e em dezembro 46 milhões da CoronaVac. Segundo o governador, há uma reunião com o Ministro da Saúde, o general Eduardo Pazuello e com o presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), o almirante Antônio Barra Torres, para tratar da aprovação das vacinas, visto que outras também estão sendo desenvolvidas no momento.

Para todo o Brasil

João Doria expressou interesse em fornecer a CoronaVac para todo Brasil, afirmando inclusive: “O Brasil e o Ministério da Saúde não podem vacilar. O que eles precisam é vacinar. O que a população deseja é isso”.

Quando questionado sobre uma possível objeção por parte do Governo Federal, afirmou: “espero que não. Entendo que em uma situação como essa, que envolve a vida de milhões de brasileiros, não possa ter nenhum viés de ordem político, eleitoral ou viés ideológico. É constrangedor imaginar que alguém possa prejudicar o direito a vida das pessoas na defesa de um interesse ideológico, partidário ou político”.

Leia mais: João Doria afirma que São Paulo estará imunizada até março de 2021

 

 

2 Comentários
  1. Valdison Diz

    Concordo com a deputada e João dória.porque ele é o melhor governador do brasil. Quem não quiser se vacinar que não vacine mas quando ficar doente com está praga não terás direito a tratamento. Porque ainda existe tantos brasileiros burros

  2. Wilson Diz

    Burro e desinformado é quem acredita que em tão curto espaço de tempo tenha sido produzida uma vacina, confiável e eficiente. Ninguém tem nem o direito e nem o poder de obrigar uma nação inteira a servir de cobaia ou experimento para um medicamento que sequer passou por todas as etapas necessárias para confirmar sua eficácia.

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