Itália tem variante do coronavírus ‘irmã’ da variante britânica

O estudo mostrou que tanto a variante italiana (N501T) como a britânica (N501Y) apresentam uma mutação da proteína Spike na posição N501

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Um estudo feito na Itália foi publicado na revista “The Lancet”, na quarta-feira (13). A pesquisa mostrou que a mutação do coronavírus Sars-CoV-2 isolada em Brescia, em agosto, possui o mesmo antecessor da variante britânica, mas, com evolução que se diferenciou desde março.

Estudo demonstrou que as variantes possuem a mesma mutação na proteína Spike

O estudo genético teve como líder Arnaldo Caruso, que é presidente da Sociedade Italiana de Virologia e professor de microbiologia na Universidade de Brescia. Além dele, Massimo Ciccozzi, diretor de estatísticas médicas e epidemiologia molecular da Universidade Campus Biomédico de Roma.

O estudo demonstrou que a mutação italiana (N501T) e a britânica (N501Y), possuem uma mutação justamente na proteína Spike, na mesma posição. Mas, a variante que surgiu no Reino Unido muda o aminoácido original por uma tirosina, enquanto a da Itália modifica o aminoácido original por uma treonina – outro aminoácido. 

Estudos dirão se a variante da Itália é mais infecciosa ou se trará mudanças para as vacinas

“Por esses dias, estamos completando um estudo que nos permitirá ver o que muda na estrutura 3D da proteína Spike, uma informação importante também para entender se haverá consequências na eficácia das vacinas”, disse Ciccozzi.

Será preciso esperar até o fim do mês de janeiro, quando os testes de laboratório das células serão concluídos. Essa espera é necessária para saber se a mutação italiana possui maior velocidade de contágio, como acontece com a britânica e a sul-africana.

“No momento, não sabemos quanto ela se difundiu na Itália ou se há outras variantes italianas em circulação porque no nosso país, diferente do Reino Unido e da África do Sul, não há um sistema nacional de vigilância baseado no sequenciamento do genoma viral”, fala o especialista.

A variante pode exercer mutações em pouco tempo

A mutação do vírus encontrado na Itália já foi localizada pelas amostras de um paciente com 59 anos. Ele tinha uma infecção do novo coronavírus persistente. O teste mostrou que o vírus fez três mutações em um curto espaço de tempo.

“É plausível que os pacientes que mantêm o vírus no próprio corpo por períodos longos induzem mutações importantes, devido a forte pressão seletiva exercida pelo sistema imunitário. Também os pesquisadores que isolaram a variante na África do Sul estão seguindo a mesma pista”, conclui Ciccozzi. (ANSA).

Dados: Época.

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