Isolamento social reduziu contágio em até 77%, diz estudo

A combinação das medidas de isolamento social adotadas por 41 países no começo da pandemia reduziram em 77% as taxas de transmissão do novo coronavírus.

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A combinação das medidas de isolamento social adotadas por 41 países no começo da pandemia reduziram em 77% as taxas de transmissão do novo coronavírus. Essa foi a conclusão que chegou um estudo, publicado na recente edição da revista Science.  

Limitação das aglomerações foi mais eficiente que fechamento de comércios

A contribuição mais relevante do estudo, dirigido por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, é a observação do impacto de cada medida, quando adotada individualmente. Limitar as aglomerações a no máximo dez pessoas, por exemplo, foi uma política de isolamento social que deu mais certo do que fechar bares e restaurantes ou mesmo atividades não essenciais em geral.

O Brasil não fez parte do estudo

O estudo foi elaborado tendo como base a experiência de 41 países desenvolvidos e em desenvolvimento entre 22 de janeiro e 30 de maio de 2020. Foram cruzados os dados das políticas públicas de contenção da pandemia e os índices de mortes e casos confirmados por covid-19. Os dados do Brasil, porém, não foram analisados.

Países que liberaram aglomerações vs isolamento social

Limitar encontros presenciais a no máximo dez pessoas reduziu a taxa de transmissão do vírus em 42%, em média. Países que liberaram aglomerações maiores obtiveram um impacto menor no contágio: a proibição de encontros com mais de 100 pessoas reduziu a taxa de transmissão do coronavírus em 34%, enquanto o limite de 1000 pessoas resultou numa diminuição de 23%.

Fechamento de escolas, restaurantes e outros comércios indicaram taxas de transmissão menores

O fechamento de escolas e universidades levou a uma redução média de 38% nas taxas de transmissão do novo coronavírus. A medida isolada com menor impacto no início da pandemia, de acordo com o estudo, foi o fechamento de algumas atividades pontuais de alto risco (pelo intenso contato social), como bares e restaurantes. Esse tipo de restrição resultou numa redução de 18% na taxa de transmissão, em média. A proibição do funcionamento de comércios e serviços não essenciais como um todo, não se limitando a bares e restaurantes, porém, levou a uma redução média de 27% nas taxas de transmissão.

Importância do isolamento social e medidas restritivas gerais 

Ordens para que as pessoas permaneçam em casa (como toque de recolher ou lockdown), quando adotadas em conjunto com as outras formas de restrição, acarretaram em uma redução adicional de 13% nas taxas de contágio. O estudo não deixa dúvidas sobre a eficácia das medidas de isolamento social para conter a circulação do novo coronavírus, mas os autores alertam que os resultados dizem respeito a uma fase específica da pandemia (o início da primeira onda) e que as conclusões podem ser diferentes conforme as circunstâncias mudam. Eles também salientam que não analisaram o que aconteceu quando essas medidas foram relaxadas.

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