Inseticida contra a dengue é desenvolvido pela UFPB

Desenvolvido pela UFPB, em parceria com a Embrapa, o inseticida natural seria capaz de eliminar desde as larvas do mosquito da dengue até os adultos.

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A dengue é uma doença infecciosa a qual os surtos levam a centenas de óbitos anualmente. Governos se mobilizam todos os anos para tentar combater o alastramento da doença. Nesse sentido, a Universidade Federal da Paraíba (UFPB), em parceria com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) criou um inseticida natural para ajudar no combate a doença.

A doença é transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Esse mosquito se prolifera melhor com o clima úmido, com chuva e calor. Por exemplo, seus ovos podem ser encontrados em depósitos de água parada, como pratinhos de planta e pneus.Como resultado, os sintomas da doença incluem dores no corpo e nas articulações, febre, tremores, dor de cabeça e manchas avermelhadas.

Em 2019, o número de infectados pela dengue teve um aumento de 517% em relação a 2018. Contudo, com nossos esforços direcionados ao combate da pandemia do novo coronavírus, corremos o risco de invisibilizar o combate ao vírus da dengue. De acordo com o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, o Brasil registrou ao menos 332.397 casos de dengue nas primeiras semanas desse ano.

Inseticida desenvolvido pela UFPB para combate a doença

O inseticida natural desenvolvido pela UFPB seria capaz de matar o mosquito transmissor da dengue em diferentes fases de seu desenvolvimento. Há tempo diversas instituições buscam por uma forma natural de combater sua procriação, e, até então, esse foi o teste que obteve maior eficácia.

Desse modo, o produto foi desenvolvido com base no extrato do sisal, comumente utilizado para produzir cordas e tecidos. Contudo, nenhuma das instituições envolvidas no projeto teria condições de produzir o inseticida em escala suficiente para atender a população. Portanto, seria preciso encontrar uma indústria parceria para a produção.

Dentre as vantagens desse inseticida, está o fato de ele não ser agressivo para os animais ou plantas. Logo, seu uso seria muito mais seguro para a saúde, e diminuiria as chances de intoxicações causadas pelos inseticidas químicos.

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  1. […] está disponível em todos os postos de saúde. A campanha é de responsabilidade da Vigilância Epidemiológica Municipal (VEM), em parceria com o Ministério da Saúde. A princípio, o avanço da doença no […]

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