Inflação para idosos sobe 1,54% no primeiro trimestre, aponta FGV

Taxa recua 1,27 ponto percentual, apesar da disparada do grupo transportes

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O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) registou alta de 1,54% no primeiro trimestre de 2021. Este nível de inflação representa uma queda de 1,27 ponto percentual na comparação com o último trimestre de 2020, quando o indicador chegou a 2,81%.

Com o acréscimo do resultado, o IPC-3i agora acumula avanço de 6,20% nos últimos 12 meses. Essa taxa ficou um pouco acima dos 6,10% registrados pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-Br). A saber, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) divulgou as informações nesta segunda-feira (12). 

O IPC-3i mede a variação dos preços da cesta de consumo de famílias compostas principalmente por pessoas que tenham mais de 60 anos de idade. Já IPC-Br mede a mesma inflação de preços, mas abrangendo todas as faixas de renda.

De acordo com a FGV, quatro das oito classes de grupos pesquisadas recuaram no período, ajudando para a desaceleração do indicador. Aliás, o grupo habitação teve o maior tombo do mês (3,40% para -0,37%), puxado pela forte queda da tarifa de eletricidade residencial (11,68% para -6,44%).

Da mesma forma, os seguintes grupos também caíram no trimestre: alimentação (5,91% para 1,40%), educação, leitura e recreação (5,40% para -2,43%) e comunicação (0,42% para 0,02%). Nesse caso, os respectivos itens derrubaram as taxas dos grupos: hortaliças e legumes (15,79% para -1,82%), passagem aérea (29,91% para -20,63%) e tarifa de telefone residencial (1,80% para 0,00%).

 

Gasolina dispara e puxa grupo transportes

Em contrapartida, os outros quatro grupos avançaram de janeiro a março deste ano. Dentre eles, o grupo transportes registrou um aumento expressivo no trimestre, passando de 2,23% para 7,16%. E isso aconteceu por causa da forte alta da gasolina, cuja taxa disparou de 3,40% para 21,84%.

Por fim, os outros três grupos que também tiveram taxas mais altas no período foram: saúde e cuidados pessoais (0,39% para 1,24%), despesas diversas (0,45% para 0,88%) e vestuário (0,54% para 0,63%). Nesse caso, a desaceleração foi puxada, respectivamente, pelos itens: médico, dentista e outros (0,09% para 2,05%), cigarros (-0,93% para 1,85%) e calçados femininos (-0,30% para 2,07%).

 

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