Inflação para idosos sobe 5,69% em 2020 e supera IPC-BR, segundo FGV

O grupo alimentação exerceu o maior impacto no último trimestre do ano

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O Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) registou alta de 5,69% no acumulado de 2020. Dessa forma, o indicador de inflação superou o nível alcançado pelo Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-Br). Este, acumulou acréscimo de 5,17% no mesmo período. A Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pelo levantamento, divulgou as informações nesta terça-feira, dia 12. 

Em resumo, o IPC-3i mede a variação dos preços da cesta de consumo de famílias compostas principalmente por pessoas que tenham mais de 60 anos de idade. Já IPC-Br mede a mesma variação de preços, mas abrangendo todas as faixas de renda. 

De acordo com a FGV, o indicador registrou aceleração no último trimestre de 2020, passando de 1,93% para 2,81%. Ou seja, houve alta de 0,89 ponto percentual entre o terceiro e o quarto trimestres do ano passado. A saber, a alta em quatro das oito classes de grupos pesquisadas contribuiu para o resultado. Aliás, o grupo alimentação apresentou o principal impacto no indicador. Em suma, a taxa passou de 2,74% para 5,91% entre os últimos trimestres de 2020. Nesse caso, hortaliças e legumes garantiram destaque no grupo, com uma disparada de 15,79%, ante -17,05% no terceiro trimestre. 

 

Veja a variação da inflação nos outros grupos 

Além da alta no grupo alimentação, também houve crescimento da inflação nas seguintes classes de despesas: habitação (1,72% para 3,40%), vestuário (-0,73% para 0,54%) e educação, leitura e recreação (4,65% para 5,40%). Nestas classes de despesas, vale destacar a alta dos respectivos itens: tarifa de eletricidade residencial (3,91% para 11,68%), roupas (-1,00% para 0,54%) e cursos formais (-2,04% para 1,76%).

Por outro lado, quatro grupos tiveram retração em suas taxas: transportes (2,89% para 2,23%), comunicação (0,92% para 0,42%), despesas diversas (0,86% para 0,45%) e saúde e cuidados pessoais (0,44% para 0,39%). Nesse caso, a desaceleração foi puxada, respectivamente, pelos itens: gasolina (8,64% para 3,40%), combo de telefonia, internet e TV por assinatura (1,68% para 0,32%), serviços bancários (1,04% para 0,30%) e medicamentos em geral (1,37% para 0,46%).

 

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