Inflação nos Estados Unidos sobe acima do esperado em maio deste ano

Economistas projetavam alta de 0,4%, mas inflação avançou 0,6% no mês, acumulando crescimento de 5% nos últimos 12 meses

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A inflação nos Estados Unidos cresceu 0,6% em maio deste ano, quando comparada a abril. A taxa ficou 0,2 ponto percentual (p.p.) menor que a registrada no mês anterior (0,8%). No entanto, superou em 0,2 p.p. as projeções de economistas, que indicavam variação de 0,4%.

Com o acréscimo deste resultado, a inflação nos EUA passa a acumular avanço expressivo de 5,0% nos últimos 12 meses. A saber, este é o maior crescimento anual desde agosto de 2008, ou seja, há quase 13 anos que a inflação norte-americana não ficava tão alta em um ano.

O Departamento do Trabalho dos Estados Unidos divulgou os dados nesta quinta-feira (10). Aliás, o resultado reflete em parte as quedas registradas pela inflação nas leituras realizadas no ano passado, quando o mundo começou a enfrentar a pandemia da Covid-19.

Impacto da alta da inflação na política monetária dos EUA

Como era de se esperar, a elevação da inflação dos EUA provocou impacto imediato na política monetária do país. Isso porque os dados divulgados podem fazer o Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, modificar a política monetária praticada no país.

Em resumo, uma inflação mais alta tende a significar também um padrão de vida mais elevado da população. Por isso, o Fed pode elevar os juros de referência do país, com a intenção de controlar a inflação. Ao mesmo tempo, muitos receiam que o banco pare de injetar estímulos na economia norte-americana.

Vale ressaltar que o presidente do Fed, Jerome Powell, vem afirmando repetidas vezes que a política monetária nos EUA não sofrerá mudanças. O banco alega que a elevação da inflação é transitória e que a elevação de juros e o encerramento dos estímulos só ocorrerá quando houver indícios significativos de uma melhora robusta da economia americana. E isso ainda não aconteceu, segundo o Fed.

Leia Mais: EUA tem menor número de pedidos de auxílio-desemprego em quase 15 meses

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