Inflação medida pelo IPC-S desacelera em seis das sete capitais pesquisadas

Levantamento da FGV ainda mostra que a inflação medida pelo indicador acumula forte alta de 8,37% nos últimos 12 meses

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Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 15 de junho deste ano variou 0,72%. Essa taxa ficou 0,09 ponto percentual (p.p.) abaixo do nível registrado na semana passada (0,81%). A saber, a Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pelo levantamento, divulgou as informações nesta quinta-feira (17). 

Em resumo, a inflação desacelerou em seis das sete capitais pesquisadas. A propósito, o maiores recuo veio de Salvador (1,22% para 1,00%), cuja queda foi de 0,22 p.p. Aliás, a capital soteropolitana liderou os avanços nas últimas semanas. Agora, a taxa tombou.

As outras capitais que também registraram queda na atualização foram: Rio de Janeiro (0,71% para 0,56%), Recife (0,85% para 0,70%), Belo Horizonte (0,47% para 0,33%), Porto Alegre (0,92% para 0,84%) e São Paulo (0,86% para 0,80%). As desacelerações variaram entre 0,15 e 0,06 p.p.

Em contrapartida, Brasília apresentou aceleração em sua taxa (0,45% para 0,53%). Com isso, figurou como a única capital a ter uma taxa mais elevada nesta atualização, com alta de 0,08 p.p.

Entenda o IPC-S

Em suma, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresenta o cálculo da variação de preços de produtos e serviços em sete capitais do Brasil: Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.

Dessa forma, há um acompanhamento semanal da evolução de preços de maneira quadrissemanal, cujas datas de fechamento são 7, 15, 22 e 30 de cada mês. Aliás, para o cálculo da inflação, o IPC-S considera as últimas quatro semanas antes da divulgação dos dados.

Por exemplo, o resultado divulgado hoje (17) teve fechamento no dia 15. Dessa maneira, para alcançá-lo, o cálculo considerou as duas últimas semanas de maio e as duas primeiras de junho. Assim, os próximos dados divulgados em 24 de junho irão considerar a última semana de maio e as três primeiras de junho. E assim por diante.     

Em síntese, o indicador reflete o custo de vida das famílias que possuem renda mensal de 1 a 33 salários mínimos. Além disso, os dados pesquisados no IPC-S ajudam a definir reajustes salariais e contratos de alugueis.

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