Inflação medida pelo IGP-DI sobe 2,17% em março, diz FGV

Índice acumula forte alta de 30,63% nos últimos 12 meses

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A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) variou 2,17% em março deste ano, na comparação com o mês anterior. A saber, a variação ficou abaixo da registrada no mês anterior (2,71%). Dessa forma, com o acréscimo do resultado do terceiro mês do ano, o índice acumula expressiva alta de 30,63% nos últimos 12 meses.

Para se ter uma ideia da disparada da inflação do IGP-DI neste período, basta comparar com os 12 meses imediatamente anteriores. Em março do ano passado, o nível acumulado estava em 7,01% no período, taxa 4,37 vezes menor que a atual.

Já na comparação entre os meses, a variação em 2021 superou o nível registrado em março do ano passado (1,64%). A Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pelo levantamento, divulgou as informações nesta quarta-feira (7).

“Na contramão da inflação ao produtor e para a construção civil, a inflação ao consumidor foi a única a registrar aceleração em março. Os energéticos foram os responsáveis pela avanço da taxa do IPC de fevereiro para março”, afirmou o coordenador dos índices de preços da FGV, André Braz.

 

IPA recua e puxa índice pra baixo

De acordo com a pesquisa, dois dos três índices que compõem o IGP-DI caíram em março, puxando a inflação do índice pra baixo no período. E isso aconteceu, principalmente, por causa do recuo do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) (3,40% para 2,59%), que exerce a maior influência no IGP-DI.

Em resumo, o grupo bens intermediários afundou no mês (6,60% para 4,04%), puxado pelo subgrupo materiais e componentes para a manufatura (5,51% para 2,44%). Em contrapartida, o grupo bens finais subiu no período (1,80% para 2,30%). Essa alta aconteceu por causa do aumento do subgrupo alimentos processados, que teve forte crescimento de 0,02% para 1,29%

Já o estágio das matérias-primas caiu (2,08% para 1,61%), com contribuições de bovinos (6,81% para 1,33%), mandioca/aipim (3,47% para -6,33%) e algodão em caroço  (12,53% para 2,56%). Por outro lado, os seguintes itens impulsionaram o estágio: milho em grão (2,81% para 4,58%), soja em grão (1,97% para 2,62%) e leite in natura (-4,32% para -2,26%). 

Da mesma forma, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) recuou em março (1,89% para 1,30%). Em suma, dois dos três componentes do índice também apresentaram taxas menores no mês, quando comparadas a fevereiro. As variações foram as seguintes: materiais e equipamentos (4,38% para 2,84%), serviços (1,00% para 0,74%) e mão de obra (0,12% para 0,16%).

 

IPC acelera em março

Por fim, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou no mês, passando de 0,54% em fevereiro para 1,00% em março. O valor subiu, influenciado pela alta de cinco das oito classes de despesas que compõem o índice.

Os avanços vieram dos grupos transporte (2,29% para 3,89%), habitação (0,08% para 0,75%), saúde e cuidados pessoais (0,29% para 0,57%), vestuário (0,03% para 0,11%) e comunicação (-0,07% para 0,01%). Os respectivos itens figuraram como destaque de cada grupo no mês: gasolina (6,90% para 11,05%), tarifa de eletricidade residencial (-0,88% para 1,02%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,13% para 0,98%), roupas (-0,29% para -0,06%) e mensalidade para TV por assinatura (0,00% para 0,55%).

 

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