Inflação cresce em maio, puxada pelos grupos habitação e transporte

Energia elétrica dispara 5,37% no mês e impulsiona grupo habitação, enquanto gasolina fica mais cara e contribui para elevar inflação

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira (9) os dados da inflação oficial do país em maio. A saber, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) variou 0,83%, maior nível para o mês de maio desde 1996, quando o indicador subiu 1,22%.

Mas o que será que fez a inflação alcançar um nível tão alto em maio? Em resumo, dois grupos pesquisados impulsionaram o resultado: habitação e transportes. Aliás, o IPCA objetiva “medir a inflação de um conjunto de produtos e serviços comercializados no varejo, referentes ao consumo pessoal das famílias“, segundo o IBGE.

Então, a energia elétrica liderou a alta dos preços em maio, ficando 5,37% mais cara. Com isso, o item exerceu o maior impacto individual no IPCA em maio, de 0,23 ponto percentual (p.p.). Em primeiro lugar, isso ocorreu porque houve reajustes nos valores das contas de energia elétrica em várias regiões pesquisadas pelo IPCA em abril.

Dessa forma, as contas de maio ficaram mais caras. Ao mesmo tempo, a bandeira tarifária vermelha patamar 1 passou a vigorar no quinto mês do ano. Essa tarifa acrescenta R$ 4,169 na conta de luz a cada 100 quilowatts-hora consumidos, enquanto a bandeira amarela, que vigorava em abril, elevava bem menos o preço, em R$ 1,343.

Vale destacar que a energia elétrica faz parte do grupo habitação, que exerceu o maior impacto (0,28 p.p.) e a maior variação (1,78%). Isso mostra o quanto a energia elétrica impulsionou o grupo, respondendo por quase toda a variação registrada em maio.

Confira o que mais impulsionou a inflação em maio

Ainda no grupo habitação, a alta na taxa de água e esgoto (1,61%) também impulsionou a variação em maio. Essa elevação foi consequência dos reajustes de 7,10% em São Paulo (4,56%), vigente desde 10 de maio, e de 5,78% em Curitiba (2,27%), a partir de 17 de maio.

Além disso, os preços do gás de botijão (1,24%) e do gás encanado (4,58%) também tiveram alta no mês. A saber, os reajustes de 13% no Rio de Janeiro (12,56%) e 7,04% em Curitiba (6,78%), que começaram a vigorar nos respectivos estados desde 1º de maio, também ajudaram a elevar a variação do grupo habitação no mês.

O IBGE ainda mostrou que o grupo transporte, cujos preços tiveram a terceira maior alta (1,15%) e o segundo maior impacto no IPCA (0,24 p.p), também impulsionaram o IPCA. Em suma, a gasolina ficou 2,87% mais cara, após registrar queda de 0,44% em abril.

A propósito, a variação da inflação do combustível acumulada no ano chega à expressiva marca de 24,70%. Já nos últimos 12 meses, a taxa segue ainda mais alta (45,80%). O IBGE também mostrou que os preços do gás veicular (23,75%), do etanol (12,92%) e do óleo diesel (4,61%) também subiram em maio.

Por fim, o levantamento do IBGE mostrou que os automóveis novos (1,15%) e usados (0,88%) seguem em alta, assim como os itens pneu (2,30%) e conserto de automóvel (1,19%). Em contrapartida, a taxa dos transportes públicos caiu (-3,98%).

No entanto, as passagens do metrô (2,86%) subiram no Rio de Janeiro (9,80%), onde dispararam 16% desde 11 de maio. Já os preços das passagens dos ônibus urbanos ficaram 0,30% mais caras, com destaque para Salvador (4,02%), onde estão 4,76% mais caras desde 26 de abril.

Leia Mais: Inflação medida pelo INPC alcança 0,96% em maio, aponta IBGE

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