Infectologista prevê 6 mil mortes diárias por Covid-19 e defende lockdown: “O colapso já chegou”

Profissional atua na linha de frente em hospitais no Rio de Janeiro

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Em entrevista ao DW Brasil publicada nesta quinta (8), o médico infectologista David Sufiate, que atua na linha de frente em diversos hospitais do Rio de Janeiro, prevê mais dois ou três meses com 5 ou 6 mil mortes diárias por Covid-19 no Brasil e defende lockdown nacional para conter o avanço da pandemia no país.

Atualmente, o Brasil vive o pior momento desde o começo da pandemia de Covid-19, sendo responsável por cerca de 28% das mortes causadas pela doença diariamente em todo o mundo, segundo dados do site Our World in Data, vinculado à Universidade de Oxford.

Como o número de casos de Covid-19 registrados segue alto no Brasil e a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) também segue alta, o Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, prevê que o Brasil contabilizará 100 mil mortes pela doença no mês de abril.

Sufiate concorda com a previsão e, ao ser perguntado se o sistema de Saúde iria colapsar, respondeu: “Vai colapsar não – vai continuar no colapso. Pois o colapso já chegou. Estamos nele.”

Na avaliação do médico, o governo federal tem prioridades erradas no enfrentamento à pandemia e deveria ter priorizado a vacinação em massa desde o começo. “Eu, como médico, infectologista, intensivista na linha de frente, fico muito desanimado. A gente fica muito triste de perceber que a prioridade do governo não é coletiva, a prioridade do governo é individual.”

Lockdown pode diminuir mortes por Covid-19 no Brasil

De acordo com David Sufiate, um lockdown nacional poderia ajudar a conter o avanço do coronavírus no país.

“Temos um exemplo aqui no Brasil, a cidade de Araraquara, que fez lockdown e está no segundo lockdown. E que agora está registrando zero mortes. A gente não quer que não internem pacientes com covid. A gente precisa que haja recursos suficientes. Porque a gente não pode ter 700 pessoas esperando uma vaga na UTI para internar.”, diz o infectologista.

“O lockdown faz com que as pessoas circulem menos. E isso já foi amplamente divulgado e amplamente difundido, e eu me recuso, em abril de 2021, já 14 meses depois do começo de tudo, a ter que ensinar que lockdown funciona. Não há discussão de que ele funciona, é uma ferramenta muito útil.”, completa.

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2 Comentários
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