Índice do setor de turismo despenca 22,0% em março, aponta IBGE

Movimento de queda alcançou as 12 Unidades da Federação pesquisadas

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O índice de atividades turísticas teve forte queda de 22,0% em março deste ano, na comparação com o mês anterior. A saber, essa é a maior queda mensal desde abril do ano passado (-54,5%). Aliás, o tombo interrompe dez meses seguidos de avanço do setor, que acumulou ganhos de 127,5% no período.

Agora, com esse queda, o índice ainda precisa avançar 78,7% para retornar ao nível de fevereiro, período anterior à pandemia da Covid-19. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pela Pesquisa Mensal de Serviços, divulgou os dados nesta quarta-feira (12).

De acordo com o IBGE, as atividades turísticas acabaram atingidas diretamente pela pandemia da Covid-19. Isso porque a crise sanitária afetou, principalmente, o transporte aéreo de passageiros com restrições de viagens e incentivo ao distanciamento social.

Em resumo, as medidas adotadas para conter o avanço da crise sanitária também impactaram negativamente os restaurantes e hotéis, bem como: transporte rodoviário coletivo de passageiros, catering, bufê e outros serviços de comida preparada, e agências de viagens.

A propósito, o levantamento engloba apenas 12 Unidades da Federação (UFs): Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Assim, as 12 UFs tombaram em março. O recuo de maior destaque ficou com São Paulo (-21,5%), seguido por Rio de Janeiro (-17,2%), Paraná (-26,5%), Minas Gerais (6,8%), Santa Catarina (-26,2%) e Pernambuco (-24,9%).

Índice cai 19,1% em relação a março de 2020 

Já em relação a março de 2020, o volume do turismo no Brasil teve forte queda de 19,1%. A saber, esta é a décima terceira queda consecutiva na base comparativa interanual. Aliás, esta atualização não deveria trazer um forte recuo, visto que a pandemia começou em março de 2020, mas a queda foi forte.

Em suma, o que mais contribuiu para o resultado negativo foi a queda na receita das empresas que atuam com transporte aéreo. Também houve recuo de restaurantes, hotéis, serviços de bufê, rodoviário coletivo de passageiros, agências de viagens e locação de automóveis. 

Por sua vez, todas as 12 unidades federativas pesquisadas tiveram resultado negativo nessa base comparativa. O maior destaque negativo ficou com São Paulo (-27,7%), seguido por Rio Grande do Sul (-33,2%), Paraná (-24,3%) e Rio de Janeiro (-8,2%).

Por fim, as atividades turísticas passaram a acumular queda expressiva de 27,4% nos três primeiros meses de 2021 com o acréscimo do resultado de março. Entre os locais pesquisados, os destaques negativos ficaram com: São Paulo (-35,6%), Rio de Janeiro (-23,8%), Minas Gerais (-25,8%), Paraná (-28,1%), Rio Grande do Sul (-30,2%) e Bahia (-18,8%).

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