Índice do setor de turismo cresce 2,4% em fevereiro, aponta IBGE

Movimento de expansão alcança 7 das 12 Unidades da Federação pesquisadas

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O índice de atividades turísticas cresceu 2,4% em fevereiro deste ano, na comparação com o mês anterior. Com o acréscimo desse resultado, o setor de turismo do país passa a acumular ganhos expressivos de 127,5% entre maio de 2020 e fevereiro deste ano.

No entanto, para retornar ao nível de fevereiro, período anterior à pandemia da Covid-19, o índice ainda precisa avançar 39,2%. A saber, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pela Pesquisa Mensal de Serviços, divulgou os dados nesta quinta-feira (15).

De acordo com o IBGE, as atividades turísticas acabaram atingidas diretamente pela pandemia da Covid-19. Isso porque a crise sanitária afetou, principalmente, o transporte aéreo de passageiros com restrições de viagens e incentivo ao distanciamento social

Em resumo, as medidas adotadas para conter o avanço da crise sanitária também impactaram negativamente os restaurantes e hotéis, bem como: transporte rodoviário coletivo de passageiros, catering, bufê e outros serviços de comida preparada, e agências de viagens.

A propósito, o levantamento engloba apenas 12 Unidades da Federação (UFs): Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Assim, sete das 12 UFs cresceram em fevereiro. O avanço de maior destaque ficou com São Paulo (3,4%), seguido por Minas Gerais (6,8%), Goiás (9,1%) e Pernambuco (4,9%). Em contrapartida, Distrito Federal (-8,2%) e Bahia (-2,8%) registraram as retrações mais relevantes do setor.

Índice despenca 31,1% em relação a fevereiro de 2020 

Já em relação a fevereiro de 2020, o volume do turismo no Brasil despencou 31,1%. A saber, esta é a décima segunda retração consecutiva nessa base comparativa interanual. Vale destacar que a próxima atualização não deve trazer um forte recuo, pois a OMS decretou a pandemia em março de 2020.

Em suma, o que mais contribuiu para o forte resultado negativo foi a queda na receita das empresas que atuam com transporte aéreo. Também houve recuo de restaurantes, hotéis, serviços de bufê, rodoviário coletivo de passageiros, agências de viagens e locação de automóveis. 

Por fim, todas as 12 unidades federativas pesquisadas tiveram resultado negativo nessa base comparativa. O maior destaque negativo ficou com São Paulo (-39,3%), seguido por Rio de Janeiro (-29,1%), Minas Gerais (-27,2%), Bahia (-27,0%) e Paraná (-30,4%).

Leia Mais: Volume de serviços cresce em fevereiro e supera nível pré-pandemia

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