Índice do setor de turismo cai 0,6% em abril, aponta IBGE

Movimento de queda alcançou seis das 12 Unidades da Federação pesquisadas pelo IBGE, após tombo de 23,1% do índice em março

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O índice de atividades turísticas teve leve queda de 0,6% em abril deste ano, na comparação com o mês anterior. O resultado acontece após o tombo expressivo de 23,1% registrado em março, que acabou interrompendo dez meses seguidos de avanço do setor. Neste período, o índice acumulou ganhos de 127,5%.

Agora, o índice precisa avançar 81,9% para retornar ao nível de fevereiro do ano passado, último mês antes da decretação da pandemia da Covid-19. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo levantamento, divulgou os dados nesta sexta-feira (11).

De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços do IBGE, as atividades turísticas ainda sofreram em abril com a pandemia da Covid-19. Isso porque a crise sanitária vem afetando fortemente o transporte aéreo de passageiros devido às restrições de viagens e incentivo ao distanciamento social.

Em resumo, as medidas adotadas para conter o avanço da crise sanitária também impactaram negativamente os restaurantes e hotéis, bem como: transporte rodoviário coletivo de passageiros, catering, bufê e outros serviços de comida preparada, e agências de viagens.

A propósito, o levantamento engloba apenas 12 Unidades da Federação (UFs): Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

Em abril, seis das 12 UFs tiveram queda em seus índices. Nesse caso, os recuos que mais influenciaram o resultado nacional vieram do Rio de Janeiro (-2,7%), Minas Gerais (-4,4%), Espírito Santo (-13,4%) e Bahia (-3,1%). Por outro lado, os avanços que exerceram os maiores impactos positivos vieram de São Paulo (2,9%), Paraná (9,7%), Rio Grande do Sul (12,4%) e Santa Catarina (8,3%).

Índice dispara 72,6% em relação a abril de 2020 

Já em relação a abril de 2020, o volume do turismo no Brasil disparou 72,6%. A saber, o avanço interrompeu uma sequência de 13 meses consecutivos de queda. Além disso, esse crescimento é o mais intenso desde o início da série histórica do IBGE em 2012.

Em suma, o que mais contribuiu para o resultado positivo foi o aumento na receita das empresas que atuam nos ramos de restaurantes, hotéis, transporte aéreo, serviços de bufê, rodoviário coletivo de passageiros e locação de automóveis.

Por sua vez, todas as 12 unidades federativas tiveram resultado positivo nessa base comparativa. Os maiores destaques ficaram com São Paulo (49,3%) e Rio de Janeiro (86,7%), seguidos por Bahia (123,1%), Minas Gerais (54,8%), Paraná (86,1%) e Pernambuco (127,4%).

Por fim, as atividades turísticas agora acumulam queda de 17,4% nos quatro primeiros meses de 2021 em relação ao mesmo período de 2020. Todos os 12 locais pesquisados registraram recuos em suas taxas, com destaque para: São Paulo (-26,4%), Rio de Janeiro (-12,9%), Minas Gerais (-16,6%), Paraná (-17,3%), Ceará (-28,0%) e Rio Grande do Sul (-17,7%).

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