Índice de Preços ao Consumidor desacelera em novembro, segundo FGV

Quedas registradas pelos itens passagem aérea e arroz e feijão contribuíram para o recuo

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O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,72% em novembro deste ano, ante 0,77% no mês anterior. A desaceleração foi bem tímida, visto que quatro das oito classes componentes do IPC registraram queda. Além disso, fortes recuos de alguns itens também contribuíram para uma variação menor neste mês. A saber, a Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pelo levantamento, divulgou as informações nesta sexta-feira, dia 27. 

Em resumo, a principal contribuição para a desaceleração do IPC em novembro veio do grupo educação, leitura e recreação (3,10% para 1,44%). Nesta classe de despesa, vale destacar a queda do item passagem aérea que recuou de 34,21% para 11,70%. Além disso, também houve queda nos grupos alimentação (1,90% para 1,61%), habitação (0,32% para 0,23%) e despesas diversas (0,12% para -0,04%). Os respectivos destaques destas classes foram: arroz e feijão (11,41% para 5,22%), tarifa de eletricidade residencial (0,15% para -0,16%) e alimentos para animais domésticos (1,02% para -1,44%).

 

Três grupos do IPC subiram em novembro 

Seguindo uma trajetória inversa, três grupos apresentaram aceleração em novembro: transportes (0,12% para 0,94%), saúde e cuidados pessoais (0,04% para 0,16%) e comunicação (0,08% para 0,09%). Em suma, os maiores impactos de cada grupo vieram, respectivamente, de: gasolina (-0,34% para 1,93%), medicamentos em geral (-0,13% para 0,16%) e combo de telefonia, internet e TV por assinatura (0,01% para 0,19%). 

Já o grupo vestuário figurou como o único componente do IPC a manter a estabilidade em sua taxa. Ou seja, a variação de novembro continuou 0,29%. No grupo, os destaques ficaram com o item calçados (0,07% para 0,19%), em sentido ascendente, e o item acessórios de vestuário (0,22% para -0,28%), em sentido descendente. 

 

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) recuou de 1,69% para 1,29%. Dos três componentes do índice, materiais e equipamentos desaceleraram de 4,12%, em outubro, para 2,85%, em novembro. No entanto, houve alta em serviços (0,33% para 0,73%) e mão de obra (0,19% para 0,24%). 

 

Em síntese, o IPC e o INCC integram o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M). De acordo com a FGV, o IGP-M variou 3,28% em novembro, puxado pela alta de 4,26% do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), mesmo com a desaceleração apresentada pelo IPC e pelo INCC. 

 

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