Índice de confiança da indústria alcança o maior nível desde maio de 2010

Otimismo com situação atual e expectativas para os próximos meses puxaram índice

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O Índice de Confiança da Indústria (ICI) avançou 1,8 ponto em dezembro deste ano, na comparação com novembro. Com o resultado, o indicador chegou aos 114,9 pontos, o maior nível desde maio de 2010 (116,1 pontos). A Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pelo levantamento, divulgou as informações nesta segunda-feira, dia 28. 

“O Índice de Confiança da Indústria de Transformação encerra o ano com um desempenho surpreendente e muito expressivo. Após atingir o fundo do poço em abril, a recuperação da confiança, impulsionada pelos Bens Intermediários, indica que o setor esteja em uma conjuntura favorável, com aceleração da demanda e estoques ainda em nível considerado baixo. Além disso, o NUCI mostrou aumento relevante, voltando, após mais de cinco anos, a patamar próximo à sua média histórica. No entanto, o resultado do mês confirma a tendência de desaceleração das taxas de crescimento dos indicadores, tanto de momento atual quanto das perspectivas futuras”, afirmou a economista da FGV, Renata de Mello Franco. 

Segundo Renata, há alguns fatores que vêm contribuindo com a redução do ritmo do indicador. Por exemplo, a incerteza elevada, a falta de matérias-primas e a elevação dos preços estão aumentando a cautela dos empresários.

 

Confiança sobe em 12 segmentos industriais 

De acordo com a FGV, 12 dos 19 segmentos industriais pesquisados subiram no mês. Além disso, 17 deles estão em nível acima do alcançado em fevereiro deste ano, período anterior à pandemia da Covid-19. A saber, o Índice de Situação Atual (ISA) e o Índice de Expectativas (IE) subiram 1,7 ponto, cada. Assim, impactaram positivamente o resultado do ICI no mês.

Ao mesmo tempo, o indicador que mede o nível dos estoques das empresas teve uma forte alta de 3,1 pontos, chegando aos 129,3 pontos, maior valor da série histórica. Outra informação trazida pelo levantamento apontou uma queda de 15,7% para 14,6% da parcela de empresas que consideraram insuficientes os estoques. Da mesma forma, as empresas que avaliaram os estoques como excessivos também recuaram de 8,0% para 6,5%. 

Em suma, o indicador que mede o otimismo dos empresários em relação ao ambiente de negócios nos próximos seis meses subiu de 104,4 para 106,8 pontos. Aliás, todos os componentes do IE tiveram variação positivamente no mês.  

 

Por fim, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) apresentou leve recuo, passando de 79,7% para 79,3%. Contudo, apesar da segunda queda seguida, a média do indicador no quarto trimestre (79,6%) de 2020 ficou 4,3 pontos percentuais acima da média do terceiro trimestre (75,3%).

 

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