Indicador de incerteza da economia volta a cair em dezembro, aponta FGV

O resultado foi puxado pelo início da vacinação contra a Covid-19

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O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) voltou a apresentar desaceleração em sua taxa. Em suma, o IIE-Br recuou 3,5 pontos em dezembro deste ano, na comparação com novembro. Com o resultado, o índice caiu para 142,3 pontos. Aliás, o decréscimo acontece após a alta de 2,0 pontos registrada no mês anterior. A saber, o indicador alcançou o seu pico histórico em novembro, aos 145,8 pontos. A Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pelo levantamento, divulgou as informações nesta quarta-feira, dia 30.

Vale ressaltar que, segundo o levantamento, a queda do indicador recebeu influência direta do início da vacinação em vários países do mundo. Além disso, há claro aumento do aumento das expectativas em relação à possível recuperação econômica e social nos próximos meses. Contudo, a FGV lembra que os avanços tendem a ser modestos.

“Apesar do resultado, o IIE-Br termina o ano de 2020 em patamar superior a 140 pontos, nível ainda bastante desfavorável, que reflete as incertezas em torno da piora sanitária no Brasil e o conturbado cenário da vacinação no país, até então. No curto prazo, não há sinalização de que o nível de incerteza retorne a patamares mais satisfatórios, devido aos enormes desafios que o Brasil ainda precisará enfrentar nos mais variados temas”, afirmou a economista da FGV, Anna Carolina Gouveia.

 

Veja o que puxou a alta do indicador de incerteza

Em resumo, os dois componentes do IIE-Br registraram quedas em dezembro, puxando o resultado do indicador para baixo. Nesse sentido, o componente de mídia teve leve recuo de 0,2 ponto, chegando a 129,4 pontos. Dessa forma, o componente contribuiu também com 0,2 ponto para a retração do indicador de confiança em dezembro.

Da mesma forma, o componente de expectativas apresentou forte queda de 15,8 pontos, para 176,2 pontos. Em síntese, este componente mede a dispersão das previsões para os próximos 12 meses. Com a variação negativa, ele contribuiu em 3,3 pontos para a queda do IIE-Br.

Por fim, vale dizer que, apesar das quedas, ambos os componentes não conseguiram devolver os avanços da incerteza nos piores momentos da pandemia. O componente mídia devolveu 80% das altas dos meses de março e abril, auge da pandemia, até então, no Brasil. Já o componente de expectativa, que se encontra em situação bem mais complicada, conseguiu devolver apenas 48% dos aumentos da incerteza. Assim, ele está supera em quase 60 pontos o nível registrado no período anterior à pandemia.

 

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