Importância do diagnóstico precoce de cardiopatia congênita entre as crianças

No Brasil, 80% das crianças cardiopatas precisam ser operadas em algum momento da vida

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As cardiopatias congênitas consistem em anomalias ocasionadas por defeitos anatômicos do coração ou dos grandes vasos associados. A cardiopatia congênita produz insuficiência circulatória e respiratória e outras consequências graves. Além disso, em muitos casos, comprometer a qualidade de vida e a própria vida do paciente.

No Dia Nacional de Conscientização da Cardiopatia Congênita, comemorado ontem (12), o Ministério da Saúde (MS) reforçou a importância do diagnóstico e tratamento precoce da doença para a população. Além disso, reforçou que estes são oferecidos de forma integral e gratuita no Sistema Único de Saúde (SUS). Anualmente, no Brasil, o MS estima que nasçam aproximadamente 30 mil crianças com cardiopatia congênita, tendo em vista a taxa de incidência estimada em 1 caso a cada cem nascidos vivos.

Causas da cardiopatia congênita

De acordo com o Hospital Santa Joana, não existe uma causa possível de ser identificada para a maioria das cardiopatias congênitas. Isso também quer dizer que elas estão associadas a alguma alteração genética que interfere na formação do coração do bebê. Além disso, podem ainda ter relação com a presença de doenças específicas nas mães durante a gravidez, como: rubéola, toxoplasmose, lúpus e hipotireoidismo.

De acordo com o MS, o acompanhamento médico no pré-natal é importante para o diagnóstico, caso existam fatores que levantem a suspeita clínica de problemas cardíaco-fetais. O ultrassom morfológico também pode apontar indícios de cardiopatia. Tem ainda o teste de coraçãozinho realizado antes da alta hospitalar, entre 24 e 48 horas após o nascimento.

Além das maternidades e dos demais serviços que integram o SUS, o Brasil conta hoje com 67 unidades habilitadas junto ao Ministério da Saúde para realizar cirurgias cardiovasculares pediátricas. No Brasil, 80% das crianças cardiopatas precisam ser operadas em algum momento da vida. Além disso, metade delas, cerca de quase doze mil bebês, precisa da cirurgia no primeiro ano de vida.

Monitoramento da cardiopatia congênita

Lançado em julho de 2017, o Plano Nacional de Assistência à Criança com Cardiopatia Congênita foi construído para integrar todos os níveis da atenção, no âmbito do SUS. Além disso, tem o objetivo de promover uma ampliação do acesso a serviços relacionados a cardiopatias infantis, como:

  • diagnóstico pré-natal;
  • diagnóstico no período neonatal;
  • transporte seguro de recém-nascidos e crianças cardiopatas;
  • assistência cirúrgica; e
  • assistência multidisciplinar.

O plano também reajustou a forma do financiamento federal. Atualmente o custeio dos procedimentos é realizado por meio do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC), o que garante o pagamento pós-produção de todos os procedimentos realizados, estimulando, assim, o aumento do atendimento. Além disso, houve complemento ao reajuste financeiro. Na ocasião, houve o reajuste dos valores pagos por 49 procedimentos de cirurgia cardiovascular pediátrica, com um aumento médio em torno de 60%.

Com o plano, o Ministério da Saúde passou a ter mais informações e controle sobre a oferta de procedimentos relacionados a cardiopatias congênitas em crianças, a partir da Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade (CNRAC). Todos os 67 hospitais atualmente habilitados no SUS para esse atendimento estão sob o monitoramento da sua produção em cirurgia cardiovascular. Tanto geral e pediátrica – regulada e não regulada pela CNRAC.

Além disso, o desempenho desses hospitais é conjuntamente avaliado pelo Ministério da Saúde, pelo Instituto do Coração de São Paulo (Incor) e pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV). Os resultados da avaliação orientam as medidas a serem tomadas quanto à manutenção, suspensão ou ampliação das habilitações.

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