Igrejas são incendiadas em protestos na capital chilena

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Duas igrejas foram incendiadas no Chile durante os protestos na capital chilena, Santiago do Chile. Neste domingo, dia 18 de outubro de 2020, as manifestações do ano passado, que impactaram os vizinhos do país e o mundo, fazem um ano. Além disso, no domingo que vem a sociedade chilena passará pelo mais importante processo eleitoral desde a década de 1970, quando votará em plebiscito para decidir o destino da constituição vigente,  que vigora desde 1980.

A Constituição chilena e a ditadura de Pinochet

Em 1973, o governo chileno de Salvador Allende (1908-1973), sofreu um golpe de Estado que deu início à ditadura do general Augusto José Ramón Pinochet (1915-2006). A constituinte, então, sofreu reformas pesadas que visaram a liberalização da economia e a drástica redução do Estado de direito e bem estar social. Estes são dois dos fatores das principais demandas dos manifestantes e dos maiores problemas da sociedade chilena atualmente. Um destes desafios, por exemplo, é o arrombo previdenciário que atinge e reduz a qualidade de vida da população da terceira idade no país.

Manifestos na capital

Durante a manhã deste domingo, cerca de 25 mil pessoas saíram às ruas e se reuniram principalmente na Praça Itália, ponto central de Santiago do Chile. Embora houve pela manhã conflitos isolados, foi na parte da tarde que os atos de contestação saíram de controle.

Na zona Sul da capital, em Puente Alto, uma estação de metrô foi incendiada, ao mesmo tempo em que, segundo matéria no jornal El País, um grupo de 300 pessoas atacou com coquetéis molotov à delegacia dos Carabineiros, nome dado à polícia.

Outros ataques tiveram como alvo a capela dos Carabineiros San Francisco de Borja e a paróquia Asunción. Ambas foram incendidas pelos manifestantes. Outras cidades também foram palco de protestos, bem como testemunharam desavenças e uso de violência.

No cerne dos protestos está a exigência de que a estrutura política chilena abandone o formato tradicional, que envolve os partidos e os sindicatos.

1 comentário
  1. […] Uma igreja de Brasília vai ter que pagar uma indenização por danos morais coletivos no valor de R$200 mil. De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT) os responsáveis pela igreja mantinham 21 pessoas em situação análoga a de escravidão. […]

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