Ibovespa tem leve alta nesta quarta (7), puxado pelo exterior

Crescimento econômico global venceu os riscos internos, ainda que por pouco

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O Ibovespa disparou 1,97% na segunda-feira (5), começando a semana com tudo. No entanto, fechou o pregão da terça (6) pertinho da estabilidade (-0,02%). E, nesta quarta (7), acabou novamente quase estável. No dia, o índice avançou 0,11%, chegando ao fim da sessão aos 117.624 pontos.

Notícias do cenário externo vêm impulsionando o Ibovespa na semana. Por exemplo, o FMI divulgou ontem uma nova revisão de suas projeções para a economia mundial em 2021. Em resumo, o Produto Interno Bruto (PIB) global deve crescer 6% no ano, em vez dos 5,5% estimados anteriormente.

Essa nova estimativa é reflexo do crescimento mais expressivo que os Estados Unidos devem registrar (5,1% para 6,4%). A China também contribui com esse resultado, visto que, segundo o FMI, seu PIB deve disparar 8,1% em 2021.

Além disso, muitos investidores ainda repercutiram os dados positivos sobre o mercado de trabalho norte-americano. Lá, 16% da população já foi totalmente vacinada, incluindo quase 50% das pessoas com mais de 65 anos.

Ao mesmo tempo, os estímulos financeiros injetados pelo governo americano na economia do país animam os mercados. Os valores ultrapassam a casa dos trilhões e os operadores aguardam ansiosamente a enxurrada de dólares em circulação.

 

Riscos internos pesam no dia

Por outro lado, os riscos internos também deram as caras no pregão, como sempre. Muitos investidores continuam repercutindo o Orçamento da União para 2021, cujo texto extrapola o teto de gastos. E, para respeitar este teto, o governo precisaria parar de prestar determinados serviços públicos.

Em contrapartida, num cenário em que o furo do teto aconteça, pode haver também implicação ao presidente Jair Bolsonaro de cometimento de crime de responsabilidade, a chamada pedalada fiscal. Isso é apenas um indicativo da terrível situação política e fiscal na qual o Brasil se encontra.

Aliás, essa questão de mais gastos do que o permitido é reflexo direto do agravamento da pandemia da Covid-19 no país. A crise sanitária continua superando recordes de casos e mortes quase diariamente. Anteontem (6), o Brasil registrou, pela primeira vez, mais de 4 mil mortos pela Covid-19 em 24 horas.

No país, os hospitais permanecem lotados, com filas enormes de pacientes esperando por um leito de enfermaria ou UTI. Também há escassez de insumos e equipamentos médicos. Enquanto isso, a vacinação ainda segue em ritmo lento, não conseguindo superar a velocidade da disseminação do vírus.

 

49 das 82 ações do Ibovespa caem no dia

Diante dessas notícias, apenas 33 das 82 ações que compõem a carteira do índice registraram ganhos no dia. E entre os avanços do dia, os mais expressivos ficaram com: Braskem PNA (5,95%), Minerva ON (4,22%), HapvidaON (3,89%), Tim ON (2,86%) e Intermédica ON (2,57%).

Fora do top cinco, os destaques foram a Eletrobras e a Vale. No primeiro caso, o mercado repercutiu declarações de Gustavo Montezano, presidente do BNDES, que defende a venda da companhia consolidada como modelo de privatização. Já a Vale subiu com a alta dos preços do minério de ferro.

Por fim, do lado das quedas, as mais acentuadas vieram de: Cia Hering ON (-3,34%), Rumo ON (-3,25%), B2W ON (-2,96%), Engie units (-2,27%) e Lojas Americanas PN (-2,25%). Aqui, as quedas atingiram os papéis de empresas de varejo, com investidores buscando oportunidades em ações que sofreram mais com a pandemia.

 

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