Ibovespa cai quase 2,00% em dia marcado pela aversão ao risco nos mercados

Nova mutação do coronavírus na Europa puxa bolsas para baixo

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O Ibovespa encerrou a sessão desta segunda-feira, dia 21, com forte queda de 1,86%. O início da semana, na verdade, ficou marcado pela aversão ao risco nos mercados, o que provocou perdas em todo o mundo. No Brasil, o principal índice acionário da bolsa brasileira fechou o pregão aos 115.822,57 pontos. Isso representa uma queda de mais de 2,2 mil pontos. Já ao redor do globo, as perdas registradas no continente europeu lideraram as perdas globais.

Em resumo, uma declaração do Reino Unido sobre uma nova variante mais contagiosa do coronavírus figurou como o principal vetor das bolsas nesta segunda. A saber, a nova mutação da Covid-19, a “VUI – 202012/01”, está se disseminando em algumas partes da Inglaterra. De acordo com autoridades britânicas de saúde, a nova cepa seria 70% mais transmissível. Aliás, o governo britânico classificou a situação como “fora de controle”. Com isso, países de todo o mundo estão suspendendo voos para o Reino Unido, como Holanda, França, Irlanda, Israel, Argentina e Chile.

Vale ressaltar que, finalmente, o acordo nos Estados Unidos por mais incentivos contra a crise da Covid-19 saiu. No entanto, esta novela, que estava há semanas no radar dos investidores, ansiosos por um desfecho, acabou não provocando o mesmo impacto que a notícia de uma nova cepa do coronavírus. Com isso, houve uma aversão ao risco nos mercados, que derrubou as bolsas em todo o planeta.

 

Veja as maiores variações do Ibovespa no dia

Em suma, quase todas as ações que compõem o Ibovespa caíram no dia. Dos 77 papéis em carteira, 71 registraram queda na sessão de hoje. Ao todo, houve a movimentação de R$ 23,5 bilhões. A propósito, com a queda de 1,86%, o Ibovespa agora está a 3,20% da máxima histórica.

Em relação às poucas ações que tiveram alta no dia, a maior variação veio da Magazine Luiza (1,96%). E isso aconteceu devido ao impacto da notícia de fechamento de compra da companhia de pagamentos Hub por R$ 290 milhões. Em segundo lugar, ficou a NotreDame Intermédica (1,52%), o que sugere um viés defensivamente pragmático de investidores receosos com a Covid-19. Fechando o top cinco, ficaram: CSN (1,51%), BTG Pactual (0,71%) e Qualicorp (0,29%).

Por outro lado, as maiores quedas percentuais atingiram as empresas ligadas a viagens e turismo. Aliás, elas sofrem com a pandemia desde o início, sendo um dos setores mais afetados pela medidas de restrição adotadas pelos governos. A saber, o top cinco das quedas ficou assim: Gol ON (-4,77%), Embraer (-4,58%), Via Varejo (-3,98%), CVC (-3,93%) e Petrobras (-3,84%).

 

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