Holanda tem terceiro dia de protestos contra o toque de recolher

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A polícia usou canhões de água e gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes contra o toque de recolher em várias cidades da Holanda, nesta segunda-feira (25). Esta é a terceira noite seguida de protestos em oposição às restrições para diminuir os contágios do novo coronavírus.

As forças de segurança prenderam pelo menos 250 pessoas desde o último sábado (23), conforme a mídia local. O início das manifestações coincidiram com o primeiro fim de semana de um novo toque de recolher na Holanda, entre 21h e 4h30.

O prefeito da cidade portuária de Roterdã emitiu uma ordem de emergência instruindo as pessoas no centro da cidade a deixar a área. Ao mesmo tempo, os policiais entraram em confronto com grupos de manifestantes. A mídia holandesa informou que várias lojas foram saqueadas. Também houve relatos de violência e várias prisões em cidades de norte ao sul do país, assim como na capital Amsterdã. 

Autoridades do governo procuraram estabelecer uma distinção entre os desordeiros e aqueles que acreditavam que o toque de recolher era uma violação de suas liberdades civis. O primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, classificou a violência como “inaceitável”. “Isso não tem nada a ver com protestos, isso é violência criminosa e é assim que vamos tratá-la”, afirmou.

Fim de semana de protestos na Holanda

No último domingo (24), houve confrontos em pelo menos 10 vilas e cidades da Holanda na noite de domingo. De acordo com a BBC, a violência nesse dia foi descrita pela polícia holandesa como a pior agitação em quatro décadas. Em Eindhoven, no sul do país, os manifestantes atiraram pedras e fogos de artifício contra os policiais e atearam fogo a um carro.

Já no sábado (23), um centro de testes da Covid-19 também foi incendiado na vila de Urk, no norte, conforme autoridades locais. Além disso, a polícia prendeu um homem de 39 anos em Almere, no centro da Holanda, por postar mensagens ameaçadoras sobre jornalistas.

Em resposta, prefeitos em várias cidades prometeram impor medidas de emergência em um esforço para evitar mais distúrbios. 

O governo holandês introduziu as medidas mais duras desde o início da pandemia, como o toque de recolher noturno, o primeiro na Holanda desde a Segunda Guerra Mundial. Qualquer pessoa que violar a regra terá que pagar multa de 95 euros, ou seja, o equivalente a R$ 630. Mais de 3,6 mil pessoas já receberam a punição, segundo as autoridades.

Os bares e restaurantes do país estão fechados desde outubro, enquanto escolas e lojas não essenciais fecharam no mês passado. A proibição de voos do Reino Unido, África do Sul e América do Sul foi posta em prática devido a temores sobre novas variantes do coronavírus.

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