Grupo desafia regras sanitárias e realiza Marcha LGBT em Paris

A manifestação oficial foi adiada por causa da pandemia do novo coronavírus. Mas cerca de 3 mil pessoas foram mesmo assim

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Mesmo diante das regras que impedem aglomerações em Paris, um grupo decidiu sair às ruas para realizar a Marcha do Orgulho Gay na capital francesa. Cerca de 3 mil pessoas participaram do ato. A manifestação oficial costuma levar uma quantidade muito maior de pessoas, mas este ano ela foi oficialmente adiada.

Esta manifestação oficial estava marcada para acontecer ainda na semana passada. Mas acabou sendo adiada para o próximo mês de novembro. Isso por causa da pandemia do novo coronavírus. Vale lembrar que a França foi um dos países mais atingidos pela Covid-19.

Os manifestantes que desrespeitaram as regras de isolamento se reuniram pelas ruas de Paris neste sábado (4). De acordo com as principais fontes dos organizadores, a quantidade de pessoas variou entre 2 e 3 mil pessoas.

As bandeiras que os manifestantes levavam traziam várias pautas. Entre elas, era possível ver pedidos por uma presidente lésbica, e recados como “Transfobia mata”, “Meu corpo, meu gênero, cale a sua boca”. Mas a maioria das faixas trazia a escritura “Nosso orgulho é político”.

Entre os manifestantes, a maioria que estava nas ruas era de jovens. Muitos deles estavam de perucas coloridas. A aglomeração aconteceu na Praça Pigalle, que fica no bairro de Montmartre. Um caminhão também foi utilizado na passeata pelas ruas de Paris.

O ano de 2020 é um marco para a luta LGBT. Isso porque a data marca o aniversário 50 do “Orgulho Gay”. Mas por causa da pandemia, várias marchas ao redor do planeta foram adiadas ou mesmo cancelada. A edição do Brasil foi um desses exemplos.

Além da Marcha

A França foi um dos países do mundo mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus. Até a publicação desta matéria, foram registradas oficialmente quase 30 mil mortes no país. Autoridades sanitárias estão pedindo cautela diante do processo de flexibilização da quarentena. Isso porque há o temor de uma possível segunda onda de contaminação.

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