Grandes bancos decidem não operar EMPRÉSTIMO CONSIGNADO DO AUXÍLIO BRASIL

Confira a posição de diversos bancos

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Grandes bancos privados do país optaram por não operar a modalidade de empréstimo consignado do Auxílio Brasil, medida sancionada esta semana pelo presidente Jair Bolsonaro.

Nomes como Bradesco, Itaú, Santander, Nubank e BMG são algumas das instituições que já bateram o martelo com a decisão de não oferecer o crédito.

A saber, um dos motivos é o fato de não haver uma limitação para a taxa de juros a ser cobrada.

Grandes bancos decidem não operar o EMPRÉSTIMO CONSIGNADO DO AUXÍLIO BRASIL
Imagem: Montagem Brasil 123

Empréstimo consignado do Auxílio Brasil

A saída em série dos grandes bancos mostra que há uma preocupação sobre a efetividade da medida. Por exemplo, uma das questões envolve o endividamento das pessoas em condição de vulnerabilidade social em um empréstimo que pode comprometer até 40% do valor-base do benefício que é de R$ 400.

O presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Junior, afirmou nesta sexta-feira (5) que, como se trata de operação de juros elevados (sem teto definido) e o auxílio de R$ 600 tem data para terminar (até dezembro de 2022), o banco decidiu não oferecer o consignado:

“Não se trata de uma aposentadoria ou pensão, mas um benefício a pessoas que estão em dificuldades. Portanto, o Bradesco não vai operar nessa carteira. Estamos falando de pessoas vulneráveis. Em vez de ser uma boa operação para o banco e para o cliente, entendemos que a pessoa terá mais dificuldade quando o benefício cessar”.

Entre os demais bancos privados, o Itaú alegou que não tem perspectivas de vir a trabalhar com a modalidade. Santander, Nubank, BMG e Inter também não vão ofertar o empréstimo, assim como o Sistema de Cooperativas de Crédito do Brasil (Sicoob).

Já o banco PAN informou que está se preparando para oferecer a modalidade de crédito e que sua atuação será limitada ao previsto na proposta do governo.

Caixa terá empréstimo

Entre os bancos públicos, o Banco do Brasil afirmou que ainda analisa a possibilidade de operar a linha de crédito, assim como o Banco do Nordeste. O Banco de Brasília (BRB) disse que não vai participar.

Já a Caixa Econômica Federal informou que os consignados do Auxílio Brasil começarão após o governo regulamentar a linha, e que as taxas de juros serão informadas posteriormente.

Além disso, disse que orienta os clientes sobre a importância do “crédito consciente”:

“A Caixa orienta aos seus clientes sobre a importância de se utilizar o crédito de forma consciente, adequando o valor das parcelas ao seu orçamento e planejamento financeiro familiar”.

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