Governo repudia atos de feminicídio no fim do ano

Entre os dias 24 e 25, pelo menos cinco mulheres foram assassinadas pelo marido ou ex-companheiro no Brasil

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O governo, por meio da Secretaria Nacional de Políticas para as Mulheres (SNPM) do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos divulgou uma nota neste domingo (27) a fim de repudiar e demonstrar solidariedade às famílias que, neste Natal, perderam vidas, em razão dos inúmeros casos feminicídios no país.

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De acordo com a secretaria, entre os dias 24 e 25, pelo menos cinco mulheres foram assassinadas pelo marido ou ex-companheiro no Brasil. Na nota, SNPM ressaltou que os casos que estamparam os jornais demonstram, mais uma vez, que a violência contra a mulher não escolhe raça, classe social ou mesmo nível de escolaridade.

“Trata-se de mal que atinge o Brasil, o mundo e exige união de esforços para superar”, afirma o documento, que foi assinado pela secretária Nacional de Políticas para as Mulheres, Cristiane Brito. Segundo ela, há de se reforçar os canais para denúncias, que podem ser anônimas e recebem um número de protocolo para que o denunciante possa acompanhar o andamento.

Segundo ela, qualquer pessoa pode acionar o serviço, que funciona diariamente, 24h, incluindo sábados, domingos e feriados. Durante a declaração, Cristiane Brito revelou que o governo federal vai lançar nos próximos meses o Plano Nacional de Enfrentamento ao Feminicídio, com atuação transversal, em conjunto com outros ministérios.

“Ressalta-se ainda que ao longo do ano foram realizadas diversas campanhas, inclusive com foco na vigilância solidária e ações de fortalecimento da rede de atendimento. Por fim, reafirmamos o nosso compromisso com eliminação de todo de tipo de violência contra as mulheres”, diz a nota.

Programa no Rio contra feminicídio pode ser exemplo

Na noite de ontem, sábado (26), o Brasil123 mostrou que um programa no Rio de Janeiro tem ajudado, e muito, as mulheres que sofrem ou sofreram ameaças que poderiam ou até que causaram tentativas de feminicídio.

Chamado de Patrulha Maria da Penha, o programa da Polícia Militar (PM), em 15 meses de existência, já fez quase 40 mil atendimentos. De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), entre janeiro e novembro de 2020, 67 mulheres foram assassinadas no Rio de Janeiro. O número corresponde a 78% dos feminicídios registrados em 2019, quando 85 mulheres foram mortas.

Conheça o programa Patrulha Maria da Penha

Desde agosto de 2019 até 21 de dezembro de 2020, a Patrulha Maria da Penha fez 37.806 fiscalizações de medidas protetivas. E prendeu 249 homens que as estavam descumprindo. Além disso, em um ano e quatro meses de funcionamento, 44.300 mulheres receberam atendimento direto da Patrulha. Nenhum caso de feminicídio foi registrado entre as mulheres assistidas pelo programa.

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