Governo quer aumentar Bolsa Família com até 4 milhões de novos beneficiários; confira

Confira as informações sobre o benefício

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O governo federal tem a intenção de ampliar em 4 milhões o total de famílias beneficiadas pelo novo Bolsa Família, que deve ser anunciado no último trimestre deste ano. Os ministérios da Economia e da Cidadania consideram não apenas aumentar o valor médio do benefício social de R$ 190 para R$ 250, como também elevar o número de famílias contempladas com a ajuda federal.

O Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda para famílias em situação de pobreza e extrema pobreza. Os beneficiários devem cumprir alguns requisitos para participar.

Atualmente são 14,6 milhões de famílias de baixa renda que recebem o benefício social. Com a ampliação, o Bolsa Família pode chegar a 18,6 milhões, número que representa um pouco menos da metade das famílias que hoje recebem as parcelas do auxílio emergencial.

De acordo com os assessores presidenciais, para este ano o governo federal tem capacidade financeira para reformular o programa de assistência, já que o pagamento do auxílio emergencial diminuiu os gastos com o Bolsa Família. E, para o ano que vem, a expectativa é de uma elevação no teto de gastos, o que permitiria a ampliação do volume de recursos investido no programa social.

Em maio a ministra-chefe da Secretaria de Governo, Flávia Arruda, já havia declarado sobre a tratativa em caráter de urgência na reformulação do programa, sendo o principal ponto, o aumento no valor dos benefícios e número de contemplados.

De acordo com ela: “Não existe uma disputa de protagonismo e sim uma coisa prática, necessária e urgente, que eu acho que é a ampliação não só do valor, mas também dos beneficiários. Com essa pandemia e com o auxílio emergencial, milhões de brasileiros que eram invisíveis passaram a ser vistos pelo governo e a gente sabe da necessidade que tem dessa ampliação da distribuição de renda”.

Prorrogação antes do novo programa

No início desta semana o ministro da Economia, Paulo Guedes, apontou para a prorrogação do auxílio emergencial por dois ou três meses, antes do lançamento do novo Bolsa Família, e como forma de garantir a proteção dos trabalhadores enquanto o calendário de vacinação avança para a maior parte da população.

Na mesma ocasião, Guedes mencionou também o lançamento do Bônus de Inclusão Produtivo (BIP) e no Bônus de Incentivo à Qualificação (BIQ), com valor de R$ 275 para cada benefício: “Com R$ 275 pagos pelo governo e mais R$ 275 que a empresa paga, o jovem consegue um programa de um ano ou até um ano e meio de qualificação profissional”, disse.

O ministro acredita que os resultados serão rápidos: “Achamos que vai ter um aumento muito rápido do nível de emprego. Na verdade, uma redução do desemprego, tirando esses jovens das ruas e levando-os à qualificação profissional. Vamos pegar onde o desemprego é maior: no jovem nem-nem (que nem estuda nem trabalha)”.

Confira também: Auxílio emergencial teve pagamentos indevidos em até R$ 54,7 bilhões de acordo com o TCU

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