Governo quer 250 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 nos próximos meses

A Fiocruz pretende entregar o primeiro lote de um milhão de doses da vacina desenvolvida pela Oxford no próximo dia 8 de fevereiro de 2021

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Um plano de imunização de massa contra a Covid-19. Essa é a expectativa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que pretende entregar o primeiro lote de um milhão de doses da vacina desenvolvida pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde no próximo dia 8 de fevereiro de 2021.

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De acordo com o governo, a expectativa do Ministério da Saúde é que, nos próximos meses, o país conte com 258,4  milhões de doses de várias vacinas contra a Covid-19. A previsão foi feita nesta terça-feira, durante uma audiência pública da Comissão Externa que acompanha as ações contra o vírus.

Segundo a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, a previsão é produzir mais 1 milhão de doses na segunda semana de fevereiro e, a partir daí, estabelecer uma meta de 700 mil doses diárias do imunizante.

Além disso, ela também revelou em entrevista coletiva que haverá uma reunião com a cúpula da farmacêutica para saber se, além da produção da Fiocruz, o Brasil poderá comprar vacinas prontas produzidas ao redor do mundo.

“Nós estamos nesse esforço para, se possível, quando sair o registro da vacina numa agência que tenha equivalência regulatória com a Anvisa poder usar o imunizante. Estamos trabalhando com essa possibilidade, mas não existe, com segurança, essa informação para ser prestada agora”, disse.

258 milhões de doses da vacina 

De acordo com as contas do secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo Medeiros, 42 milhões de doses do consórcio Covax Facility; 100,4 milhões da vacina de Oxford; e 70 milhões da vacina da Pfizer. Para o imunizante produzido em conjunto pela chinesa Sinovac e pelo Instituto Butantan, a expectativa é ter 46 milhões de doses: 9 milhões seriam entregues em janeiro, 15 milhões em fevereiro e 22 milhões em março de 2021; totalizando 258,4 milhões de doses.

Além disso, Arnaldo Medeiros apontou os critérios para a definição dos grupos prioritários: a situação epidemiológica e uma preocupação com a manutenção de serviços essenciais. Ele citou outros grupos que devem ser incluídos.

“A gente precisa pensar também na população indígena, na população ribeirinha, na população quilombola, nessas populações que têm uma vulnerabilidade maior, onde a gente verifica, portanto, o olhar do Ministério da Saúde a esses grupos populacionais como grupos prioritários”, disse.

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