Governo federal eleva projeção para o PIB do Brasil em 2021

Estimativas para a inflação no ano também crescem

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O Ministério da Economia revisou suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2021. De acordo com o órgão do governo federal, o PIB do Brasil deve cresce 3,5% neste ano, em vez de 3,2% como projetado anteriormente.

A saber, os dados fazem parte do Boletim MacroFiscal e foi divulgado nesta terça (18) pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Economia. Aliás, o PIB funciona como um mecanismo para medir a evolução da economia através da soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

Vale destacar que as projeções do governo federal tomaram como base o cenário atual do Brasil. Nos primeiros meses de 2021, houve o agravamento da pandemia, e, apesar da recente redução dos casos e óbitos, a crise sanitária continua bastante preocupante.

“Deve-se salientar que a incerteza nas estimativas atuais ainda permanece significativamente elevada. Ademais, as projeções da atividade para este e para os próximos anos tornam-se particularmente sensíveis à divulgação dos dados e ao desenrolar dos efeitos da Covid-19 e do processo de vacinação, principalmente considerando os seus efeitos no PIB de longo prazo”, ressaltou o Ministério.

Segundo o relatório, a melhora do PIB global, liderada pela forte retomada econômica dos Estados Unidos e China, contribuirá para um resultado mais positivo em todo o mundo. Dessa forma, o Brasil acabará beneficiado com isso.

“O cenário global mais favorável, embora ainda incerto, afetará positivamente o Brasil ao longo de 2021. Os indicadores econômicos no primeiro bimestre deste ano mostram que a atividade brasileira, a despeito do fim do auxílio emergencial, permaneceu em trajetória de elevação”.

Projeção para a inflação dispara

Da mesma forma, o governo também elevou a estimativa para a inflação em 2021. Em resumo, a taxa passou de 4,42% para 5,05%. Lembrando que a inflação oficial consiste no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Caso haja confirmação, o nível ficará bem acima da meta definida, em 3,75%, mas ainda dentro do limite superior definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 5,25%. Aliás, para alcançar a inflação, o Banco Central (BC) pode elevar ou reduzir a taxa básica de juros da economia, a Selic.

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