Meta do governo de déficit fiscal para 2022 é de até R$ 170,47 bilhões

Rombo nas contas do governo vem acontecendo desde 2014

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O Ministério da Economia anunciou nesta quinta-feira (15) a proposta em torno do déficit primário para 2022. O valor pode chegar até R$ 170,473 bilhões no ano que vem, pelo menos essa é a meta do governo federal.

A saber, o valor está presente no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2022. Aliás, o texto já seguiu para o Congresso Nacional hoje mesmo. E, caso haja a confirmação dessa meta, o Brasil vai emendar o nono ano seguido de rombo nas contas do governo.

O país registra desde 2014 resultados negativos. Em resumo, esse montante de R$ 170,473 bilhões representa o valor que o Brasil pretende gastar a mais do que a sua arrecadação no ano. A propósito, o déficit primário não conta com as despesas da dívida pública, pois engloba o pagamento de juros.

De acordo com números da Secretaria do Tesouro Nacional, o déficit fiscal em 2020 chegou a impressionante marca de R$ 743,087 bilhões. Vale destacar que a pandemia da Covid-19 figurou como a principal responsável pelo rombo das contas do governo no ano passado.

Já para este ano, a meta proposta vai até R$ 247,118 bilhões. No entanto, esse valor deve crescer, pois, quando passou por aprovação, não englobava novas parcelas do auxílio emergencial, nem dos programas de manutenção do emprego e do Pronampe.

Veja mais detalhes da LDO de 2022

Além disso, o governo manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2,5% para 2022. Neste ano, segundo o governo, o PIB deve crescer um pouco mais (3,2%). Por sua vez, a inflação deve ficar em 4,4% neste ano e em 3,5% no próximo ano, projeta o governo federal.

Seja como for, a meta central para a inflação em 2021 é de 3,75%. Dessa forma, a estimativa do governo segue em conformidade com o esperado, uma vez que há um limite inferior e superior de 1,5% para a inflação. Assim, a taxa pode terminar o ano em até 2,25% ou 5,25% que ainda estará no limite definido.

Por fim, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixa a taxa da inflação para cada ano. E cabe ao Banco Central adotar medidas para alcançar a meta definida, pois uma inflação baixa e estável permite maior crescimento para a economia, visto que há redução nas incertezas econômicas do país.

Leia Mais: Governo propõe salário mínimo de R$ 1.147 para 2022, sem aumento acima da inflação

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